Brasileiros “entre a cruz e a espada”! Leia a opinião do engenheiro Gilberto Luna sobre a polarização no país.

Amigos e amigas, caros leitores do Blog do Agito Geral, como é do conhecimento de todos, o ilustre engenheiro civil Gilberto Ferreira Luna sempre colabora aqui com o nosso blog, trazendo opiniões e reflexões para a sociedade conquistense e regional. Ele escreve sobre fatos relevantes do momento político que vivemos e também retoma acontecimentos marcantes da história do nosso país.
Desta vez, Gilberto traz uma importante reflexão sobre o momento atual do Brasil. A questão política, ideológica e partidária, marcada por uma polarização nacional que, conforme ele observa, acaba cegando muitos brasileiros, impedindo uma reflexão mais ampla sobre a situação danosa que atravessamos.
Vivemos uma polarização absurda, em que parte da população parece não conseguir seguir um norte, pensar em uma terceira via ou sair dessa disputa ideológica que, muitas vezes, deixa o país sem alternativa quando não há renovação de nomes e lideranças.
Ninguém quer, absolutamente, que sejam esquecidas as figuras que, ao longo da história, contribuíram para o desenvolvimento econômico, social e político do nosso país. Mas também não é possível imaginar que novos nomes, novas forças e novas lideranças não possam surgir.
Enquanto isso, o país vai deixando a água escorrer entre os dedos. Um Brasil tão rico, tão próspero, tão presente na vida mundial, com uma economia forte, belezas naturais extraordinárias e riquezas imensas, precisa encontrar caminhos que estejam acima da simples disputa entre extremos.
Portanto, leiam com atenção o que escreve Gilberto Ferreira Luna sobre a polarização política no país. Segundo o seu entendimento, e certamente muita gente também pensa assim, já passou da hora de novas lideranças ajudarem a nortear os caminhos da nossa nação.
E isso não se aplica apenas ao comando federal ou estadual, mas também aos parlamentos, ao Senado, à Câmara Federal, às Assembleias Legislativas e às Câmaras de Vereadores.
Leiam, reflitam, analisem e se posicionem:
“MAIS UMA VEZ TEREMOS UMA ELEIÇÃO PARA ESCOLHER O MENOS RUIM
-Entre a cegueira ideológica e o espetáculo com dinheiro público, o Brasil sufoca as novas lideranças e adia as reformas que realmente importam-
A corrida eleitoral já começou, mas o cenário que se desenha no país repete um ciclo desgastado. Em vez de debates profundos sobre as reais necessidades da população, o que se assiste de norte a sul são eventos que priorizam a festa e o espetáculo em detrimento da informação essencial para o voto consciente. Diante dessa realidade, o eleitor brasileiro frequentemente se vê encurralado pela incômoda e recorrente sensação de ter que escolher o chamado menos ruim nas urnas.
A raiz desse problema está em uma polarização profundamente enraizada que desvirtuou completamente os conceitos originais e as verdadeiras bases da esquerda e da direita políticas. Esse cenário consolidou dois blocos principais que funcionam de maneira radicalizada. À direita, observa-se o envolvimento de setores que misturam política e religião, utilizando lideranças evangélicas para alcançar e influenciar as mentes de uma camada mais carente da população, facilitando a contaminação por discursos de falsos messias. Do outro lado, a esquerda brasileira que ainda vive presa aos traumas, desgastes e manchas históricas deixados por grandes escândalos de corrupção ocorridos em gestões petistas passadas.
Essa divisão radical cria um ambiente de fanatismo e cegueira política que sufoca o surgimento de novas vias no cenário nacional. Um reflexo claro disso é a enorme dificuldade que lideranças experientes e bem avaliadas em seus estados enfrentam para disputar o cenário federal com chances reais de vitória. Nomes como os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que buscam se posicionar fora dessa polarização extrema, acabam invisibilizados ou barrados pelo radicalismo dos dois lados. Essa grande barreira contra o novo é reforçada pela postura das grandes instituições e da imprensa nacional, que pouco estimulam a população a compreender a necessidade de romper com o sistema atual.
Para romper esse ciclo nocivo e paralisante, o Brasil carece de uma mobilização popular e política de grande impacto, semelhante ao ao espírito histórico do movimento Diretas Já, que uniu o país pelo fim da ditadura militar. Somente um movimento revolucionário igual a este seria capaz de abrir caminho para reformas estruturais urgentes e verdadeiras. Entre as mudanças necessárias para o futuro da representatividade do país estão a necessidade de uma nova Constituição, a instituição do mandato único para cargos do Poder Executivo e a implementação do sistema de voto distrital para as eleições legislativas.
Um exemplo prático e evidente dessa distorção do processo político ocorre de forma disfarçada durante os tradicionais festejos regionais, em especial no estado da Bahia. As festas juninas são muitas vezes utilizadas como palanque disfarçado por prefeituras que gastam cifras milionárias do dinheiro público em estruturas colossais, desvirtuando datas sagradas para o calendário nordestino. O cidadão comum tem todo o direito de acessar e desfrutar dos festejos tradicionais de sua comunidade, mas estes não precisam ser transformados em eventos megalômanos criados para inflar de forma artificial a popularidade de candidatos.
Essa prática configura uma óbvia burla à legislação eleitoral vigente e uma afronta às prioridades da sociedade. Torna-se urgente, portanto, que as autoridades e os órgãos de fiscalização do país voltem suas atenções para essa farra e atuem com rigor implacável para proibir o uso dessas vitrines políticas fantasiadas de cultura. É preciso coibir o uso de shows que somam valores vultuosos e devolver aos festejos o seu caráter puramente cultural e comunitário, garantindo que o dinheiro público seja aplicado naquilo que a população realmente necessita.
Gilberto Ferreira Luna”













