Meus amigos, minhas amigas, é com profunda tristeza que assistimos ao mundo, literalmente, pegando fogo. O sentimento é de choque, de incredulidade, de angústia. Nunca imaginamos que viveríamos, em tempo real, acontecimentos que antes víamos apenas nos livros de história ou em registros antigos das guerras que marcaram a humanidade.

As imagens que chegam pelas televisões, pelos portais de notícias e pelas redes sociais mostram que aquilo que parecia distante está, na verdade, muito próximo de todos nós. É lamentável perceber que vivíamos uma paz apenas aparente, construída sobre tensões silenciosas, interesses estratégicos e disputas geopolíticas que, cedo ou tarde, acabariam explodindo.

O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã é mais um sinal de que a paz mundial está cada vez mais distante. É duro admitir, mas muitos analistas já apontavam que era apenas uma questão de tempo. A humanidade segue caminhando sobre um terreno frágil, onde qualquer movimento equivocado pode desencadear consequências imprevisíveis.

Sempre acreditei, e continuo acreditando, que o diálogo é o melhor caminho. O bom senso, a negociação, a diplomacia deveriam ser os instrumentos principais das relações internacionais. Mas, ao mesmo tempo, ouvimos pessoas dizendo que, diante de determinadas ameaças, apenas a força resolve. Ouvi isso recentemente de amigos em conversas informais, pessoas lúcidas, equilibradas, que também demonstram preocupação com o futuro.

E é impossível não pensar no amanhã. O que será dos nossos filhos, dos nossos netos e de todos nós diante de um cenário mundial cada vez mais instável? A geopolítica não é um jogo simples. Enquanto líderes mundiais se reúnem em ambientes luxuosos para discutir acordos e tratados, a realidade mostra que os conflitos continuam latentes, prontos para emergir a qualquer momento.

Infelizmente, a sensação que fica é de que vivemos uma ilusão coletiva de estabilidade. E essa ilusão se rompe quando as bombas caem, quando os ataques acontecem e quando percebemos que a humanidade ainda não aprendeu a conviver plenamente em paz.

Que Deus proteja o mundo. Que prevaleça a razão antes que seja tarde demais.