A cena é chocante, é terrível. Esse é o mundo em que vivemos. Os jovens estão fragilizados, sem rumo. Não mostrarei o vídeo, não é do meu perfil

Meus amigos, minhas amigas, confesso que estou estarrecido. É como se o chão tivesse ruído aos meus pés. Recebi um vídeo enviado por uma amiga querida que, assim como eu, está profundamente chocada. O que assistimos é algo difícil de acreditar, um episódio de violência que nos causa indignação e tristeza ao mesmo tempo.
Não colocarei o vídeo aqui no blog. Não é do meu perfil, não é do meu feitio. Eu não tenho estrutura emocional para conviver com tragédias e, por opção editorial, não divulgo esse tipo de conteúdo. Respeito quem faz, cada comunicador tem o seu estilo, mas essa nunca foi a minha linha.
Imagino que, a essa altura, o vídeo já esteja circulando por toda a cidade e talvez até além dela, porque a velocidade da internet é impressionante. Ainda assim, não vou expor. O fato em si já é suficientemente doloroso para todos nós.
O que mais preocupa não é apenas o episódio isolado, mas o que ele revela. Estamos vivendo em um mundo cada vez mais embrutecido, onde muitos jovens se mostram fragilizados, vulneráveis, sem direção. Isso exige uma reflexão urgente da sociedade como um todo.
A escola precisa ser chamada para o debate, assim como as famílias. Poderia ter acontecido em qualquer instituição, pública ou privada, porque ninguém está imune a situações como essa. É necessário que haja responsabilidade, orientação e limites, para que os adolescentes compreendam a gravidade dos seus atos e as consequências que eles podem gerar.
Sabemos que os pais não educam seus filhos para a violência. Sabemos também que não é fácil educar em tempos de internet, redes sociais e acesso irrestrito a conteúdos que muitas vezes estimulam comportamentos nocivos. Mas justamente por isso o acompanhamento precisa ser ainda maior.
Hoje é um dia triste para mim. Um dia de reflexão. Porque, infelizmente, somos obrigados a reconhecer que situações assim existem. E talvez o maior ensinamento seja este: precisamos parar, pensar e chamar todos — pais, educadores e sociedade — para uma reflexão coletiva sobre o futuro dos nossos jovens.














