Conhecemos uma afirmação forte e verdadeira: para que um governo não dê certo, basta querer agradar a todos. Trago essa reflexão para chamar a atenção dos nossos leitores e também de nós próprios: é impossível agradar a todo mundo no que falamos, escrevemos ou discutimos. Nunca conseguiremos unanimidade, por mais que estejamos certos. Portanto, especialmente para nós que escrevemos e comunicamos, não adianta querer agradar a todos.

Isso não significa abrir mão do equilíbrio. É preciso ter sensatez e cuidado ao se expressar, para não perder a razão nem a cordialidade com aqueles que discordam de nós. Afinal, uma discordância pode transformar-se, quem sabe, até em ódio.

Publicamos aqui em nosso blog, e comentamos rapidamente em nosso programa, que Vitória da Conquista tem um histórico de cidade vanguardista. Prova disso é o dinamismo de seus empresários, de seus pensadores e dos mais diversos segmentos da sociedade. Na área empresarial, temos grandes marcas que ganharam o país e algumas até o mundo, graças à competência e à qualidade das gestões de seus responsáveis.

Foi nesse contexto que destacamos nomes que poderiam dar sua colaboração à administração da nossa cidade, considerando o que já fizeram e continuam fazendo por Vitória da Conquista. Por que não convidá-los a emprestar seus conhecimentos também à gestão pública?

Ao ler a matéria, um grande amigo, por quem tenho um carinho especial, sobretudo por sua lealdade, sinceridade e correção, disse que discordava.

Seu argumento era que administrar uma cidade, ainda mais uma como Conquista, não é a mesma coisa que administrar uma empresa. É evidente: para administrar uma cidade, é preciso ter sentimento. O conhecimento vem dos bancos escolares, das universidades e da prática. E não se trata apenas de escolher um empresário, porque um grande administrador não precisa necessariamente ser um megaempresário.

É preciso ter um norte e seguir trabalhando. Para ser prefeito e gestor público, também não é necessário ser popular. Quando a preocupação se resume a agradar a todos, surge algo conhecido: o populismo. E, de repente, percebemos que faltava tino administrativo para que as coisas dessem certo. Vejam como essa discussão não é simples.

Continuarei com a expectativa de que Conquista possa revelar, no seio da sua sociedade, nomes como Pedral Sampaio, Guilherme Menezes, José Raimundo, Herzem Gusmão, Orlando Leite e Fernando Spínola.

Jadiel Matos, Raul Ferraz, Murilo Mármore e tantos outros também vieram dessa mesma sociedade. Uns, empresários; outros, ligados à medicina e a diferentes áreas de atuação.

É assim que a cidade constrói sua história, com pessoas de trajetórias distintas. Mas uma coisa é fato: ninguém consegue agradar a todo mundo.