Os brasileiros estão atônitos e preocupados. Ninguém sabe o que virá após o resultado do segundo turno.

Esta manchete traduz a realidade que os brasileiros estão vivendo depois do resultado de 4 de outubro, quando cada cidadão e cidadã foi à urna depositar seu voto. No dia 5, vimos um resultado que deu uma vantagem considerável ao candidato Flávio Bolsonaro, mas isso não significa tranquilidade para o próprio candidato nem para seus seguidores e correligionários. Enfim, a direita e a extrema-direita estão preocupadas, porque eleição não é brincadeira. O voto nem sempre permanece com o candidato que o recebeu, e uma série de argumentos ou acontecimentos pode levar o eleitor a refletir e mudar sua escolha.
No caso dessa disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, existe um histórico nas eleições presidenciais de que o candidato que vence o primeiro turno também vence o segundo, embora não necessariamente com o mesmo número de votos ou com a mesma vantagem. E é lógico que os eleitores do presidente Lula, que busca a reeleição, tomaram um susto, porque já tinham como certa a vitória no primeiro turno. Não foi isso que aconteceu. Ao contrário, Bolsonaro, podemos dizer, está numa situação mais favorável. Ele saiu na frente, e assim nós seguimos para mais alguns dias de campanha nas fábricas, nas escolas, nas universidades, nas feiras livres, junto às empresas, à juventude, ao pequeno empreendedor, à classe médica, aos engenheiros e às igrejas. Enfim, todos querem saber o que acontecerá após mais essa caminhada, depois de praticarmos, mais uma vez, o exercício de ir à cabine votar.
É o exercício, a essência da democracia. E nós estamos preocupados. Isso vale para mim, para aqueles que leem nossas matérias, para os que ouvem nosso programa e para a nação brasileira. Há uma incerteza. Apesar de ter acompanhado diversas eleições, eu nunca vi um silêncio tão sepulcral, tão preocupante, nos grupos e entre os eleitores da direita e da esquerda. O que fará Flávio Bolsonaro caso venha a ser presidente da República?
O que continuará fazendo ou fará de diferente Luiz Inácio Lula da Silva caso seja reeleito? Essa é a nossa situação, essa é a situação dos brasileiros e das famílias, sobretudo das mais fragilizadas, que dependem de uma orientação, de um norte.
Vamos aguardar o dia 25 de outubro. Que o brasileiro saiba realmente escolher seu próximo presidente.














