Meus amigos, minhas amigas, realmente é uma coisa maravilhosa quando você participa da política, de uma campanha em que se escolhe o presidente da República para dirigir o destino administrativo do nosso país. Mais uma vez, direita e esquerda se enfrentam, evidentemente não mais como antigamente, quando a questão ideológica prevalecia. Hoje já não temos mais os ideólogos do passado; hoje é o pragmatismo político. Os próprios militantes descobriram que vão brigar em vão pelo partidário raiz, aquele que defende com unhas e dentes, ou que defendia, os projetos dos seus partidos, das suas siglas e também a sua ideologia. Mas hoje já não temos mais políticos militantes como antigamente.

Aliás, até para fazer justiça, tem uma turma da velha guarda que não abre mão dos seus valores, princípios e ideologias. Só que a política ficou tudo igual, ficou tudo normal. Hoje você está aqui; na semana seguinte, em um mês, talvez em um ano, no máximo, você mudou de partido, de sigla, de gabinete, de administração. Você passa a ser um novo integrante, e aqueles que se entregaram ao longo da vida como parceiros militantes são esquecidos, preteridos em cima da hora, e não há conversa. É como se fossem produtos descartáveis.

As pessoas esquecem, mas a política deixou de ser uma arte, uma ciência, e passou a ser, infelizmente, marcada por esse pragmatismo. Peço desculpas à velha militância da esquerda e da direita, que continua tremulando as suas bandeiras e defendendo o que tem de mais puro para transformar a vida de um povo: a política, o seu voto. Queira ou não, você precisa participar da política. Dito isso, meus amigos, nós vimos uma disputa acirrada de primeiro turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Lula, atual presidente, e Flávio Bolsonaro, dando continuidade ao clã bolsonarista. Jair Bolsonaro foi quem, na verdade, tirou a direita do armário, e ela passou definitivamente a fazer parte de um agrupamento familiar e de apoiadores que discute mesmo a política defendida por Olavo de Carvalho, em oposição àqueles que são, na verdade, marxistas, em menor quantidade, e aos outros que são muito chamados, ou eram chamados, de adesistas. E eis que, mais uma vez, nós teremos um segundo turno.

Em um país polarizado, dois extremos disputam os votos dos brasileiros. E já está provado, antes mesmo de conhecermos o vencedor, que nenhum lado pode, na verdade, dizer: “Nós somos a maioria absoluta”. Não são, porque o país está dividido praticamente meio a meio. Isso prova que ninguém é absoluto. E assim teremos mais três semanas de intensa disputa pelo voto do brasileiro entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Flávio saiu na frente e, segundo a sua fala de ontem, permanecerá buscando, a cada minuto, a cada hora, o voto do brasileiro para chegar à Presidência da República. Lula, da mesma maneira, já se manifestou. Aliás, a sua fala de ontem foi, na verdade, um convite para que a sociedade brasileira continuasse com ele, para que continue, segundo as suas palavras, transformando a vida dos brasileiros.