Meus amigos, minhas amigas, eu sou contra, terminantemente contra, e isso não é de agora. Ao longo da minha vida, inclusive quando fui vereador, de 1982 a 1988, jamais ousei desrespeitar uma autoridade constituída. Na tribuna, durante as minhas falas, ou nas indicações que fazia por escrito, sempre procurei manter o respeito.

Mas isso é um princípio de educação. É o respeito àqueles que foram legitimamente eleitos pela população. E não devemos respeitar apenas os homens e as mulheres que ocupam cargos públicos. Devemos respeitar o professor, o funcionário, o patrão, uma autoridade, um policial, enfim, qualquer pessoa.

Às vezes, somos movidos por ações abruptas, por impulsos. Mas quem tem o cuidado de refletir antes de falar, antes de escrever e antes de agir pode, sim, ter uma conduta equilibrada e evitar ferir o íntimo de alguém, por mais que considere que essa pessoa tenha errado.

Se existe alguma ação criminosa, alguma irregularidade, existem os fóruns adequados e a Justiça para julgar. Nós não somos juízes.

Agora, eu, sinceramente, e repito, sinceramente, faço aqui uma observação aos deputados, principalmente àqueles que integram a base do governador Jerônimo Rodrigues. Não vou citar nomes, até para não ser indelicado.

Mas os deputados do partido do governador e das siglas que compõem a sua base, principalmente aqueles que são votados majoritariamente aqui e têm Vitória da Conquista como uma das suas principais bases eleitorais, poderiam se unir. E não apenas eles. Parlamentares de oposição também poderiam participar dessa articulação.

Poderiam chegar ao governador Jerônimo Rodrigues, ao ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, ao senador e candidato à reeleição Jaques Wagner e ao staff político que hoje comanda o Estado e dizer: “Olhem, companheiros. Senhor governador, poucas coisas são tão urgentes para Vitória da Conquista quanto os viadutos.”

Esses viadutos já foram anunciados. Vereadores de Vitória da Conquista foram a Brasília, estiveram com o ministro dos Transportes e receberam a informação de que dois viadutos seriam construídos e que haveria ordem de serviço. E, até agora, nada aconteceu.

Não existe obra, não existe dinheiro e não existe promessa capaz de trazer de volta um filho querido, um pai, um avô, um cidadão comum ou um grande empresário. A vida não retorna. A vida não tem preço.

Então, que pena!

O governador passou três dias em Vitória da Conquista acompanhado da sua equipe. Será que essa demanda chegou aos seus ouvidos? Será que alguém colocou os viadutos entre as prioridades da nossa cidade? Estou falando também como cidadão.

Mas ainda há tempo.

Agora, imaginem uma cena. Em um desses encontros da caravana do governador, um telão instalado no ambiente. De repente, aparece o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e, de forma solene, diz: “Alô, região Sudoeste. Alô, Vitória da Conquista. O presidente que vos fala está garantindo a construção dos viadutos.”

Ao lado dele, no vídeo, o governador Jerônimo Rodrigues e, se quisessem, outras autoridades envolvidas diretamente nessa luta.

Já pensaram? Olha, sinceramente, seria um golaço. E um golaço que Vitória da Conquista espera há muito tempo.