Miconquista: nenhum trio elétrico agitou mais a nossa festa que o trio formado por Dete, Jânio e Maciel.

Existem coisas que ficam eternizadas nos quatro cantos de uma cidade, de um estado ou de um país. No caso de Vitória da Conquista, temos tantas histórias para contar e tantas pessoas a quem precisamos fazer justiça. Pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da cidade, para a sua divulgação, para a sua visibilidade e que, com criatividade, ajudaram a levar para a nossa região, para a Bahia e para o Brasil imagens que jamais sairão do nosso pensamento e do nosso imaginário.
E, quando falamos da Miconquista, é impossível não voltar no tempo.
A festa foi implantada em Vitória da Conquista a partir de 1989, embora o projeto já tivesse sido apresentado verbalmente ao então prefeito José Pedral Sampaio, em 1982. A Miconquista marcou não apenas a nossa cidade. Marcou o Nordeste e ganhou visibilidade em todo o Brasil.
Quem não viveu talvez tenha dificuldade de imaginar o que era passar quatro dias atrás de um trio elétrico, a céu aberto, atravessando noites e madrugadas, em um clima de alegria e de paz.
E os próprios artistas diziam: “Aqui tem um ar-condicionado natural”. Era o nosso clima. Era Vitória da Conquista. Era a Pracinha do Gil tomada pela festa.
A Miconquista chegou a reunir cento e cinquenta mil pessoas por noite, durante quatro dias. O povo brincava gratuitamente atrás dos trios elétricos, acompanhava os blocos ou curtia na pipoca. Quem quisesse, comprava o seu camarote e aproveitava a festa de outra forma.
Tivemos visibilidade nacional através da televisão, aparecendo em grandes programas, inclusive da Rede Globo, e também na TV Cabrália.
Mas, meus amigos, dentro da nossa cidade havia outro espetáculo. As emissoras de rádio faziam aquele barulho. O axé tomava conta da programação. A cidade respirava Miconquista.
E agora é preciso fazer justiça ao barulho, à movimentação, à divulgação e, principalmente, à criatividade de três radialistas. Três amigos inseparáveis, que se amavam e se amam. Vou citar em ordem alfabética.
Dete, o nosso Deusdete Dias. Jânio Freitas. E Maciel Júnior. Esse trio era um espetáculo à parte.
Em uma bicicleta, eles percorriam os blocos, saíam durante o dia, passavam pelos bares, pelos restaurantes e ajudavam a divulgar a festa de uma maneira criativa, alegre e próxima do povo.
Eles mostraram, na prática, que um grande evento não se faz sozinho. Um grande evento se constrói coletivamente.
Por isso, ficam aqui as nossas sinceras homenagens e os nossos agradecimentos a esse trio fantástico: Dete, Jânio e Maciel.
E quem sabe, logo, logo, eles não estejam juntos novamente? É o que esperamos. Porque, em setembro, a Miconquista está de volta. E, desta vez, de volta às ruas, nos dias 26 e 27 de setembro.
Palmas para Dete, Jânio e Maciel. Um abraço carinhoso aos três.






























