É preciso uma campanha educativa nas escolas sobre os perigos que o trânsito oferece. Chega de mortes!

É do conhecimento de todos que um carro ou uma motocicleta, nas mãos de pessoas que não têm consciência da responsabilidade que carregam, pode transformar-se em uma arma extremamente perigosa. Essa é uma realidade que não podemos ignorar.
Vivemos em uma cidade que se aproxima dos quatrocentos mil habitantes, com avenidas largas, ruas asfaltadas, cruzamentos movimentados, rotatórias e um fluxo cada vez maior de veículos. Tudo isso exige atenção permanente e reforça a necessidade de prudência por parte de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Mas eu acredito, sinceramente, que todos os que estão lendo esta matéria compreendem que precisamos investir cada vez mais em educação. E não apenas na educação daqueles que já dirigem ou que já acumulam experiência de vida. Nunca é tarde para aprender. Porém, é fundamental começar esse trabalho desde cedo.
Por isso, defendo que a educação para o trânsito passe a ocupar um espaço permanente nas escolas, tornando-se parte da formação das nossas crianças e dos nossos jovens. É preciso preparar as novas gerações para conviver com responsabilidade no trânsito.
É inadmissível continuarmos assistindo a tantos acidentes que tiram a vida de jovens, adultos e idosos, muitas vezes provocados pela imprudência, pelo excesso de velocidade, pela irresponsabilidade ou pela falta de respeito às leis de trânsito.
Não existe dor maior do que perder um filho, um pai, uma mãe, um avô, um irmão ou qualquer pessoa querida por causa de um acidente que poderia ter sido evitado.
Lembro-me de um tempo em que as escolas também ensinavam civismo. Cantávamos o Hino Nacional, acompanhávamos o hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e do município. Aprendíamos a pedir licença para entrar na sala de aula, a justificar um atraso e, acima de tudo, a respeitar os professores. Esses valores ajudavam na formação do cidadão.
Hoje, infelizmente, muitos desses hábitos ficaram para trás. O respeito dentro da sala de aula já não é o mesmo em muitos ambientes. Precisamos resgatar princípios que contribuam para formar cidadãos mais conscientes e responsáveis.
Por isso, faço um apelo ao secretário municipal de Educação, Edgard Larry, e à prefeita Sheila Lemos. Ainda há tempo de pensar nessa proposta. Mesmo que ela não possa ser implantada imediatamente, que comece a ser construída para os próximos anos.
Educar para o trânsito é salvar vidas. Que as nossas crianças cresçam conscientes de que ruas e avenidas devem ser espaços de convivência e segurança, jamais cenários de tragédias que poderiam ser evitadas.













