Realmente, Vitória da Conquista se levanta, e cada cidadão, à sua maneira, tem manifestado a sua insatisfação com o que a Azul Linhas Aéreas vem praticando em relação ao nosso município, à região Sudoeste e também ao Norte de Minas Gerais. O Aeroporto Glauber Rocha não foi construído apenas para embelezar a cidade. É, sim, uma obra de arquitetura moderna e bonita, mas, acima de tudo, foi pensado para atender à demanda de passageiros que a cidade possui.

Estamos falando de uma cidade com aproximadamente 400 mil habitantes, que funciona como capital regional e que movimenta, diariamente, um contingente próximo de dois milhões de pessoas, considerando toda a sua área de influência. Portanto, é natural que a estrutura aeroportuária esteja à altura dessa realidade.

Não se sustenta o argumento de que os altos preços das passagens são apenas resultado da lei da oferta e da procura, nem tampouco a justificativa de que a demanda é insuficiente, a ponto de reduzir a oferta de voos ou diminuir o porte das aeronaves. Isso não condiz com o histórico recente do próprio aeroporto, que, logo após a sua inauguração, operava com voos frequentes e com alta taxa de ocupação.

O que vemos agora é uma redução significativa da oferta, acompanhada de preços cada vez mais elevados, o que gera um sentimento de desrespeito com a nossa cidade. Não se trata de um questionamento isolado, mas de um movimento crescente de insatisfação que ganha força entre diversos segmentos da sociedade.

E, nesse contexto, o conceituado advogado Paulo Barra também se manifesta, somando sua voz a esse coro que cobra explicações e soluções. Trata-se de um posicionamento firme, coerente e alinhado com o sentimento da população.

O texto do advogado Paulo Barra nós encaminhamos para a leitura completa aqui no nosso Blog do Agito Geral, para que todos possam conhecer, refletir e, sobretudo, participar desse debate que é de interesse coletivo:

“É revoltante que as companhias aéreas utilizem e lucrem com a estrutura do novo aeroporto de Vitória da Conquista nas rotas que lhes são mais vantajosas, mas, exatamente na linha que mais interessa ao nosso povo — Vitória da Conquista/Salvador e Salvador/Vitória da Conquista — façam o caminho inverso do que a lógica e o respeito ao consumidor exigem: reduzem os voos, diminuem o porte das aeronaves e aumentam absurdamente o preço das passagens. Isso não pode mais ser aceito com passividade. É hora de reação firme das autoridades, para que a utilização do aeroporto por essas empresas esteja vinculada a uma contrapartida clara e obrigatória: voos diretos e diários entre Conquista e Salvador, com aeronaves compatíveis com a demanda e tarifas justas. Vitória da Conquista tem tamanho, importância e dignidade demais para continuar sendo tratada com tanto desprezo.”