A política é uma arte. É também uma ciência, embora muitos não queiram reconhecer. É um jogo, um verdadeiro tabuleiro, onde as peças são movimentadas conforme a estratégia de quem está conduzindo a partida.

Quem conhece o pôquer sabe: o blefe faz parte do jogo. E, se o adversário não estiver atento, perde tudo.

Na política, não é diferente. Há balões de ensaio, especulações, narrativas que surgem para testar cenários ou até desestabilizar o que está posto. Mas, no meio de tudo isso, existem valores que não podem ser abandonados: lealdade, coerência, compromisso.

Companheiros de caminhada não se deixam para trás. Não se abandona quem esteve ao seu lado nas vitórias e nas derrotas. Não se abandona princípios. E, sobretudo, é preciso dar exemplo — principalmente para a juventude, que é a força motriz de qualquer sociedade.

Diante de tantos rumores que surgiram, apontando possíveis mudanças na composição da chapa governista, o que se viu foi uma reafirmação clara.

O governador Jerônimo Rodrigues manteve sua posição e confirmou Geraldo Júnior como candidato a vice em sua chapa.

Os irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima já vinham afirmando com tranquilidade que os ruídos externos não alterariam o acordo firmado. Para eles, o MDB não abre mão de sua posição, e a palavra dada seria cumprida. E foi exatamente o que aconteceu.

Jerônimo mostrou pulso, liderança e assumiu o protagonismo da decisão: o vice é Geraldo Júnior.

A definição pode não ter agradado a todos, o que é natural na política, mas consolida uma chapa baseada na confiança e na continuidade de um projeto.

Agora, a dupla Jerônimo Rodrigues e Geraldo Júnior segue como representante da situação, com o objetivo de buscar a reeleição e enfrentar o candidato da oposição, ACM Neto, na disputa pelo governo da Bahia em 2026.

A política segue seu curso. E, como sempre, será o eleitor quem dará a palavra final.