“O MDB não é barriga de aluguel. Temos história, temos tamanho”, diz o ex-ministro Geddel Vieira Lima, em relação ao vice de Jerônimo.

Continua pegando fogo a definição do vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, que conta com uma ampla frente de partidos aliados.
Até pouco tempo, o cenário parecia tranquilo — ou quase — no que diz respeito à permanência do MDB na indicação do vice da chapa governista.
Os irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima foram categóricos ao afirmar que não faria sentido o MDB participar de uma composição que não refletisse a sua realidade política. Segundo eles, o partido continuará indicando o vice, e o nome permanece sendo o do atual vice-governador Geraldo Júnior.
No entanto, a cada momento o cenário muda. O anúncio da chapa, que parecia certo para ontem, foi adiado. Agora, cresce a expectativa de que a definição ocorra com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estará na Bahia.
Geddel foi enfático ao dizer que o MDB não é “barriga de aluguel”, destacando que se trata de um partido com história, tamanho, compromisso e lealdade.
Ao mesmo tempo, também deixou claro que não há qualquer possibilidade de o MDB deixar de apoiar a chapa de Jerônimo Rodrigues ou caminhar ao lado de ACM Neto, candidato da oposição.
O fato é que o impasse continua. A política é dinâmica, imprevisível. O que está certo hoje pode não estar amanhã. É um jogo permanente de articulação, negociação e estratégia.
Lembro bem de tempos passados em Vitória da Conquista, quando convenções partidárias aconteciam no ginásio Raul Ferraz. Os discursos atravessavam o dia inteiro, e só à noite se sabia quem estaria com quem.
Hoje, os tempos são outros, mas a essência continua a mesma: negociação até o último instante. Agora, resta aguardar.
O MDB segue firme na defesa de que a vaga de vice lhe pertence. Resta saber se essa posição será mantida até o anúncio final da chapa governista.













