ACM Neto está entre a Cruz e a Espada: ficará com Flávio Bolsonaro ou Ronaldo Caiado? Ou deixará o eleitor escolher?

A disputa pelo governo do estado está acirradíssima.
O pré-candidato ACM Neto, da União Brasil, como destacamos em nossa chamada de capa, está entre a cruz e a espada. Ele precisa decidir qual será o seu posicionamento político diante de um cenário nacional que impacta diretamente a eleição estadual.
Hoje, há pelo menos duas forças representando o campo da centro-direita. De um lado, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ex União Brasil, hoje PSD, lançado como pré-candidato à Presidência da República, inclusive com participação ativa de ACM Neto no ato realizado em Salvador.
Do outro lado, o Partido Liberal, que tem como pré-candidato ao Planalto o senador Flávio Bolsonaro.
E aí surge a pergunta inevitável: como ficará o palanque na Bahia? Não é simples. Para quem deseja governar o estado, como é o caso de ACM Neto, essa é uma equação delicada. Afinal, em um cenário de múltiplas candidaturas no mesmo campo político, cada movimento precisa ser calculado.
A política hoje permite uma grande liberdade de articulação. Os partidos têm autonomia para se movimentar conforme seus interesses, tanto no plano nacional quanto nos estados e municípios.
Veja o caso do PSD, atual partido de Caiado, afastando-se de uma eventual composição com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E, nesse contexto, cresce a pressão para que ACM Neto defina sua posição.
Mas estamos falando de um político experiente. ACM Neto conhece o jogo, entende as regras e sabe o peso de cada decisão. Na eleição passada, adotou uma postura de silêncio estratégico em relação à disputa presidencial, não declarando apoio explícito nem a Lula nem a Jair Bolsonaro, deixando o eleitor à vontade.
A pergunta que fica é: repetirá essa estratégia? Sinceramente, não parece provável que ele se posicione de forma direta entre Bolsonaro e Caiado. A tendência é que adote novamente uma postura diplomática, equilibrada, evitando desgastes desnecessários.
Se essa será uma decisão pessoal ou fruto de uma construção coletiva com seu grupo político, é difícil afirmar. Mas tudo indica que será resultado de uma estratégia bem calculada.
Na política, como sempre, cada passo é pensado.













