Pode até parecer brincadeira, mas infelizmente não é. O
Movimento Duplica Sudoeste, liderado pelo empresário José Maria Caires, mais uma vez clama às autoridades por uma solução concreta para a duplicação do trecho da BR-116, entre Planalto e a entrada de Belo Campo.

Essa luta não é de agora. Já foram inúmeras iniciativas, envolvendo deputados, a prefeita Sheila Lemos, a Câmara de Vereadores, entidades da sociedade civil organizada e a própria população. Mobilizações, reuniões, abaixo-assinados, protestos… não foram uma, nem duas, nem três vezes. São diversas tentativas que, lamentavelmente, ainda não saíram do papel.

Chegou-se a cogitar uma solução paliativa: vias marginais para desafogar o trânsito de veículos pesados. O próprio José Maria Caires, que anteriormente se mostrava reticente quanto a essa alternativa, agora a defende como uma forma imediata de minimizar os riscos — tamanha a gravidade da situação.

A verdade é que Vitória da Conquista e todo o Sudoeste da Bahia não suportam mais conviver com esse cenário. É cansativo — e até desanimador — ver os mesmos apelos se repetirem em programas de rádio, TV, jornais e redes sociais. Enquanto isso, a tragédia segue ceifando vidas e enlutando famílias. Acidentes fatais, prejuízos materiais, medo e insegurança.

O que parecia ser uma esperança concreta — a construção dos viadutos — começa a perder força, e os ânimos da população, se não forem mantidos em alerta e mobilizados, podem esmorecer. O risco é de ficarmos sem duplicação, sem viadutos, e com promessas adiadas mais uma vez.

Segundo José Maria Caires, em recente contato com o DNIT, a previsão atual é de que a duplicação só comece a sair do papel a partir de 2030. É inaceitável! A cidade e a região não podem mais esperar. A mobilização precisa continuar. A sociedade precisa se unir novamente e fazer ecoar, com ainda mais força, o grito do Movimento Duplica Sudoeste.