“Dia do jogo Brasil e Servia… enquanto todo mundo corria para barzinhos, pro churrasco com amigos pra torcer pela nossa seleção, Zico foi sozinho ao hospital ver a partida ao lado de Roberto Dinamite, que solitário, luta pela vida. Foi o gesto mais generoso, humano, e de amor que já vi em 55 anos que acompanho futebol. Os dois foram grandes adversários em campo, mas sempre amigos fora das 4 linhas. Inclusive na hora da dor. Essa é a diferença do craque não apenas com a bola.

Os dois fazem parte do falecido romantismo no futebol. Enquanto isso, no futebol moderno, da grana, das orgias, da irresponsabilidade profissional, da vida incompatível a de verdadeiro atleta, é triste ver alguém negar um abraço a um colega que tinha acabado de fazer o gol mais lindo de sua carreira pela seleção brasileira. Haverá quem diga que é perseguição, mas fotos e fatos são incontestáveis. Os dois cliques mostram a diferença do verdadeiro sentido do futebol!”