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Dr. Altamirando da Costa Lima completaria hoje 100 anos se estivesse vivo

Miranda

Vitória da Conquista estaria comemorando hoje com muita festa o centenário do médico Altamirando da Costa Lima, o Dr. Miranda, como era carinhosamente tratado este ilustre cidadão conquistense, um exemplo de profissional da medicina, querido por todos, um homem de um coração do tamanho do mundo, generoso,  amigo, esposo, pai e avô dedicado.
Hoje toda a cidade estaria prestando-lhe uma justíssima homenagem por tudo que fizera de bom para aqueles que viviam ao seu redor. Dr. Miranda e Dona Maria, sua eterna companheira, os dois, juntos, brindam junto ao Pai esta data marcante na história da nossa cidade.
Nandão, um dos seus filhos, traz a homenagem em nome de todos da família, ele e todos os irmãos e irmãs tiveram o privilégio de ser filho deste grande homem:

“Dotô Miranda”

Por Nando da Costa Lima

Santo não, também nem combina… “São Miranda” fica parecendo marca de conhaque barato. Mas que “Dotô Miranda” era gente finíssima, isto ninguém pode negar. Se fosse pra dar nota de zero a dez, até os inimigos dariam nove e meio.

Miranda nasceu em Irará, em 1920, ano em que seu pai inventou a Jurubeba Leão do Norte. Mas “João Grosso do Feijão”, o menino que fazia cara feia quando sentia falta de feijão na mesa, não puxou o pai nas aptidões. Ele nasceu pra ser médico! Foi essa sua fixação pela medicina que o levou à formatura em 1947. Ele sempre foi estudioso, quando fez vestibular passou em segundo lugar. E olha que a primeira colocação foi dada ao filho do reitor! Quarenta e sete foi um ano decisivo na vida do Dr. , neste ano ele selou seu compromisso com suas duas grandes paixões… Maria e a Medicina entraram definitivamente em sua vida no mesmo dia. Depois das festas, Miranda partiu pra vida com Maria debaixo de um braço e o canudo do outro, foi pra bem longe…, foi parar em Ibicuí. Ali o Dr. passou dez anos, dez lindos anos exercendo a medicina de uma maneira quase que artesanal. Lá ele fez de tudo…, teve uma vez que um jegue arrancou com os dentes a orelha de uma moça, deu duas mastigadas e jogou fora. O Dr. não perdeu tempo, pegou a orelha, desinfetou, remendou e devolveu ao seu lugar de origem. Ele nunca entendeu como aquilo deu certo! Foi num tempo distante, na época ele viajava em lombo de burro pra atender os pacientes que moravam nas fazendas vizinhas à cidade. Um tempo em que a boa vontade do homem superava o conhecimento médico.

O Dr. veio pra Conquista em 58, os meninos precisavam ser criados num lugar mais desenvolvido e ele e Maria ainda eram muito jovens para ficarem tão isolados. Fizeram daqui sua terra natal, apaixonaram-se pela terra do frio. E o Dr. mais uma vez cativou a cidade se tornando respeitado como médico e como homem. Aqui seus filhos cresceram e alguns até partiram… Mas o Dr. mostrou aos que ficaram que a vida sempre continua…, e Dona Maria nos fez ver que a morte é apenas um passeio mais demorado…

Miranda e Maria já partiram para outro plano… Mas tenho certeza de que continuam juntos. Eles sempre estiveram unidos nos momentos mais difíceis. Foi este amor que deu forças pra eles, pós-graduados na arte de sobreviver, continuarem insistindo em dançar a eterna valsa da vida… Ademais, lá em casa ninguém morre, lá em casa a gente foge ou se muda de lugar.

Santo não… Santo nem combina! Miranda e Maria são anjos…,  os anjos são bem mais poéticos…

3 respostas para “Dr. Altamirando da Costa Lima completaria hoje 100 anos se estivesse vivo”

  • Nilza Pires disse:

    Sabiaseja Palavras Nado linda omenage. Casal lindo .Saudades eterna.

  • Nilza Pires disse:

    linda omenage Nando Casal lindo .Saudades eterna.

  • Afranio Garcez disse:

    Esta homenagem por você escrita em parceria com trechos do Nando da Costa Lima, que caso estivesse entre nós estaria completando 100 anos de vida, é uma alegria mixada com saudades, pois o Dr. Altamirando da Costa Lima, foi e sempre será, um daqueles homens que por sua simplicidade, e ao mesmo tempo dedicação no ofício da medicina, onde foi cardiologista, à muito somente fez o bem. Humanitário e dotado de educação extremamente esmerada, nasceu na cidade de Irará, Bahia, e no final da década de 1950, fixou residência em nossa cidade, tornando-se um conquistense legítimo. Homem desprovido de vaidades, foi casado com a senhora Maria José Mendonça da Costa Lima. O casal teve se não me engano 06 (seis) filhos, porém nossa convivência Massinha, foi mais acentuada com o Francisco (Chiquinho) e Nando, escritor de mã cheia. Para se ter uma ideia, era eu menino quando certa feita o vi caminhando vagarosamente pela hoje Alameda Ramiro Santos, levando a sua maleta de médico. Indaguei ao saudoso Dr. Admário Santos quem era àquele homem, e ele me disse tratar-se de uma sumidade na cardiologia, inclusive que falava inglês fluentemente. Teve várias oportunidades de ocupar cargos políticos como vereador, mas sempre declinou de tais convites, mesmo tendo eleição certa. Também foi no início da década dos anos de 1980, tornou-se cafeicultor. Empresários de nossa cidade prestaram uma significativa homenagem, ao emprestar o seu nome ao mais moderno centro médico, que havia sido erguido na Av. Otávio Santos. Após o falecimento de sua esposa, em desastre automobilístico, seu semblante ficou triste, e algum tempo foi à eternidade juntar-se à sua amada esposa. Parabéns Massinha, Chichiquino e Nando.

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alessandro tibo


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