Meus amigos, minhas amigas, a política é uma atividade fascinante. Vejam a situação de ACM Neto, uma das principais lideranças da Bahia, que acaba de enfrentar sua segunda derrota consecutiva na disputa pelo Governo do Estado, novamente para Jerônimo Rodrigues. Agora, uma pergunta começa a circular nos ambientes políticos: qual será seu próximo passo?

Perder uma eleição, duas ou até três não representa, por si só, um demérito para quem escolheu a vida pública. A política também é vocação, compromisso e obstinação. Há homens e mulheres que abrem mão dos negócios, do convívio familiar e de parte do patrimônio por acreditar que podem contribuir com a população. Essa dimensão de entrega merece ser reconhecida.

Neto já demonstrou que não abandona facilmente seus projetos. Foi prefeito de Salvador, construiu uma liderança expressiva e continua sendo, na minha avaliação, a principal referência da direita e da centro-direita na Bahia. Duas derrotas não apagam sua trajetória nem as relações que mantém com prefeitos, vereadores, deputados e lideranças pelo estado.

Mas o resultado exige reflexão. Neto apostou na vitória de Flávio Bolsonaro, cujo desempenho no primeiro turno alimentou a expectativa de vencer Lula. Se isso tivesse acontecido, considero que o ex-prefeito seria um nome forte para ocupar um ministério ou outra posição de destaque no Governo Federal. Era uma possibilidade, mas as urnas apontaram outro caminho.

Em sua passagem recente por Vitória da Conquista, Neto defendeu que o projeto de tirar o PT do governo baiano também passava pela derrota do partido na Presidência. Não foi o que aconteceu. E agora? Continuará sem mandato, percorrendo a Bahia e fazendo oposição, ou buscará uma oportunidade de retornar ao Executivo?

Uma hipótese é disputar novamente a Prefeitura de Salvador em 2028. Bruno Reis, seu amigo, aliado e sucessor, está no segundo mandato consecutivo, e a escolha do próximo candidato colocará o grupo diante de uma decisão importante. Neto conhece a capital, já a administrou e mantém proximidade com a atual gestão. Uma candidatura dependeria, naturalmente, de sua disposição e dos entendimentos com os aliados.

É nessa discussão que entra o deputado federal Léo Prates, um nome de confiança de Neto, com experiência administrativa e trajetória eleitoral. Imaginem uma composição em que Neto dispute Salvador e Prates percorra a Bahia, fortaleça alianças e se apresente como alternativa ao Governo do Estado em 2030. Seria possível? É uma hipótese que colocamos em análise, não uma decisão anunciada pelo grupo.

Também pode acontecer o contrário: Neto permanecer na estrada, preparando uma terceira tentativa ao governo, enquanto outro aliado seja escolhido para Salvador. Entre os nomes desse grupo, Léo Prates certamente merece atenção. São caminhos que dependerão das circunstâncias, da vontade dos envolvidos e da capacidade de construir apoio.

Sempre digo que a política se parece com o futebol. Quem se movimenta, procura espaço e participa da jogada cria oportunidades. Quem fica parado corre o risco de não receber a bola. Neto conhece esse jogo e sabe que precisará avaliar suas escolhas. Bruno Reis, Léo Prates e os demais aliados também terão participação nessas conversas.

Portanto, meus amigos, minhas amigas, fica a reflexão: Neto deverá voltar à disputa pela Prefeitura de Salvador e abrir espaço para uma nova liderança estadual? Ou continuará percorrendo a Bahia, buscando chegar ao governo em 2030? E qual será o papel de Léo Prates nessa construção?

A trajetória de ACM Neto está longe de terminar. Vamos acompanhar seus próximos movimentos. E você, caro leitor, que caminho acredita que ele deverá escolher?