Essa expressão é bastante usada pela direita de Vitória da Conquista para se referir ao comportamento da esquerda em nossa cidade, especialmente dentro do Partido dos Trabalhadores. Lideranças como o ex-prefeito Guilherme Menezes, o deputado e ex-prefeito José Raimundo e o ex-deputado Waldenor Pereira discutem, brigam, mas, quando chega a eleição, dão as mãos e partem unidos para a campanha.

Deixam de lado as divergências e entendem que o adversário principal é a direita. Hoje, quem lidera a direita e a centro-direita em Vitória da Conquista é a prefeita Sheila Lemos.

O que temos visto são divergências dentro do grupo da prefeita e da própria centro-direita conquistense. Afinal, estamos falando de uma cidade de cerca de 400 mil habitantes, com um povo tradicionalmente independente nas suas escolhas políticas, partidárias e de grupo. As lideranças participam de projetos comuns, mas cada uma procura ocupar seu espaço da melhor maneira possível.

É a busca pelo poder, algo natural na política. Em outras oportunidades, também tivemos disputas ferrenhas, até que a direita chegou ao governo de Vitória da Conquista, depois de tanto tempo, com a eleição de Herzem Gusmão.

O fato é que hoje existe uma divisão interna no grupo da prefeita Sheila Lemos, mas também temos observado movimentos de aproximação. Um exemplo foi a vinda de ACM Neto, que perdeu a eleição para Jerônimo Rodrigues. Ele esteve em Vitória da Conquista para conclamar o eleitorado e as lideranças daqui e da região, que têm Sheila como principal referência, a votar em Flávio Bolsonaro.

Segundo Neto, com a vitória de Flávio para a Presidência da República, as coisas ficarão mais fáceis para que a Bahia “se liberte das amarras do PT”.

Na prática, a prefeita mostrou naquele encontro que queria e quer todos unidos. Tanto é que o vice-prefeito, Dr. Alan, sentou-se na mesma fileira, conversou com ela e fez um discurso enfático, aplaudido pela plateia.

Isso, na nossa leitura, indica uma conversa interna no grupo para que não houvesse hostilidade ao vice-prefeito nem à sua esposa, Dra. Lara, que foi candidata a deputada estadual.

Essa é a situação que estamos acompanhando. Conseguirá Sheila reunir sua base e “juntar os cacos”, assim como seus adversários costumam fazer quando chega a eleição? A análise fica com os leitores do nosso blog e os ouvintes do Agito Geral.