Se depender da militância da direita em Vitória da Conquista, o candidato Flávio Bolsonaro repetirá o resultado de 4 de outubro e poderá vencer novamente as eleições no próximo dia 25.

A plateia estava entusiasmada e consciente de que, neste momento, já não adianta discutir a política baiana, depois que ACM Neto perdeu para o governador reeleito, Jerônimo Rodrigues. Ainda assim, o público foi ao evento no Mediterrâneo e lotou as dependências da casa. Quando Neto afirmou que, agora, o mais importante é Flávio Bolsonaro vencer as eleições, recebeu o apoio dos presentes. Segundo Neto, a vitória dará condições para que, junto com os eleitores da direita, seja possível libertar a Bahia daquilo que consideram nocivo à boa política.

Eles entendem que a maioria das prefeituras baianas vive com a cuia na mão, tentando sobreviver, e não consegue realizar obras sem o apoio do governo estadual. Para Neto e seu grupo, a Bahia vem colocando a população, especialmente os prefeitos das pequenas cidades, em estado de pavor. Neto afirma que não é possível fazer política dessa maneira, exigindo que as pessoas se rendam ao governo e ao poder, sem permitir que os cidadãos se manifestem tranquilamente e depositem seu voto na urna de acordo com o próprio entendimento.

Na noite de ontem, estiveram presentes Ângelo Coronel, os deputados Coronel Júnior e Sandro Régis, João Roma e, sentados na mesma fileira de cadeiras da mesa de honra, a prefeita Sheila Lemos, Dona Irma Lemos e o vice-prefeito, Dr. Alan. Esse é um fato que deve ser levado em consideração: o vice-prefeito Alan não apenas esteve à frente, como também foi saudado pela prefeita. Ele, por sua vez, nominou os presentes e destacou Wagner Alves e sua esposa, Dra. Lara.

Enfim, vimos ali um clima de civilidade. Na retaguarda, estavam vários vereadores, especialmente aqueles que apoiam ou apoiaram o candidato Wagner Alves, além de outros, como Nelson de Vivi. O subtenente Muniz e Edvaldo Ferreira Júnior também estavam no palco, participando da discussão que aconteceu ontem à noite, no Mediterrâneo.

Como já dissemos ontem em nosso programa, a política é a arte da conversa, do diálogo e também do entendimento. Aqueles que imaginam que, em 2028, a base da prefeita não poderá estar unida podem estar enganados. Digo isso pelo que vimos ontem à noite, no Mediterrâneo.

Aliás, em conversa com uma grande figura da política conquistense, integrante da base da prefeita e que conta com a confiança dela, ouvi que política é assim: o importante é ter uma mesa com quatro ou mais cadeiras para discutir o futuro da cidade.