Waldenor Pereira fica fora da Câmara Federal, mas deixa uma trajetória que o PT jamais esquecerá

A inesperada derrota na disputa pela reeleição à Câmara Federal não significa o encerramento da trajetória política de Waldenor Pereira. Até porque desistir da vida pública não é do seu feitio. A continuidade do seu mandato era tida como certa por muitos conquistenses, pela população regional e pelo próprio PT baiano.
Conhecemos Waldenor, o Nonô, há muito tempo, desde a época da Escola Normal e das competições esportivas. É um amigo que se tornou um dos nomes mais destacados da história política de Vitória da Conquista, com uma trajetória ligada à esquerda, ao movimento estudantil e às causas populares.
Sua atuação estudantil ganhou força também em Salvador, quando residia no SEUSC, a casa que acolhia estudantes de Vitória da Conquista na capital. Ao retornar à nossa cidade, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores e construiu sua carreira na UESB, onde foi reitor por dois mandatos consecutivos.
Depois, elegeu-se deputado estadual e chegou à Câmara Federal, onde exerceu quatro mandatos consecutivos, tornando-se um nome reconhecido também no PT nacional.
Ficar fora da Câmara neste momento não significa afastar-se da militância, atividade que combina muito com Nonô. Ao agradecer cada voto recebido, ele já convocou seus correligionários, o Partido dos Trabalhadores e os demais partidos da base do governador Jerônimo Rodrigues para que arregacem as mangas e voltem às ruas.
Agora, seu objetivo é contribuir para reverter, no segundo turno, o cenário favorável a Flávio Bolsonaro no primeiro, buscando a vitória do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nonô é um representante do sudoeste baiano e fará falta, sim, inclusive para aqueles que não votam nele ou não compartilham de sua posição política. Vitória da Conquista precisa, mais do que nunca, de representação parlamentar para buscar soluções para suas demandas, que não são poucas.
É por isso que defendemos que nossos representantes, sejam da direita ou da esquerda, consigam manter seus mandatos na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Precisamos de força política, de vozes que levem nossas necessidades aos espaços de decisão e trabalhem para que a cidade e a região sejam atendidas.














