Assim que a prefeita Sheila Lemos foi reeleita, em 2024, para governar Vitória da Conquista por mais quatro anos, estive em seu gabinete, na sede da Prefeitura da Zona Oeste, instalada no Centro Cultural Glauber Rocha.

Fui fazer uma visita de cortesia, gesto que também tive com os prefeitos Guilherme Menezes, José Raimundo e Herzem Gusmão. Na ocasião, convidei Sheila para uma entrevista no nosso programa Agito Geral, para conversar com a população conquistense e regional sobre aquela vitória em primeiro turno diante de um adversário de peso.

Afinal, Waldenor Pereira foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal por quatro. Não era qualquer adversário: contava com o apoio do governador Jerônimo Rodrigues e do governo Lula, que exerce seu terceiro mandato à frente do país.

Durante a conversa, aproveitei o ensejo e, em tom de brincadeira, mas fazendo uma pergunta séria, dirigi-me à prefeita: “Prefeita, e agora, será candidata a deputada federal?”.

Ela respondeu prontamente: “Não, não, não serei. Irei cumprir o meu mandato até o final. Eu tenho outros planos, porque quero honrar e agradecer os votos que os conquistenses me deram. Eu tenho um projeto e considero que seja da mais alta importância para nossa cidade, para a região”.

Insisti: “Prefeita, mas a senhora sabe que, ao ficar fora do movimento político, ao sair da administração de uma cidade como a nossa, poderá ficar esquecida, porque política não é brincadeira”.

Ela deu uma risada e reafirmou: “Não, mas eu vou continuar com o meu mandato, cumprirei até o fim”.

Foi então que revelou sua intenção de lançar o advogado Wagner Alves, seu esposo, como candidato a deputado estadual: “Porque eu considero que Conquista precisa de representação parlamentar na Assembleia, para que nós sejamos contemplados com tantas coisas de que a cidade precisa”.

Sheila ressaltou a falta que faz uma atuação parlamentar voltada às demandas do município, deixando claro que não tinha nada contra os representantes que já atuavam por Conquista. Seu propósito era ampliar essa representação na Assembleia Legislativa da Bahia.

O projeto chegou ao conhecimento da cidade, e Wagner Alves foi lançado candidato a deputado estadual.

Amigos, acompanho a história política contemporânea de Conquista e sei que nunca foi fácil para um prefeito transferir votos, por maior que seja seu capital eleitoral ou sua liderança. Essa dificuldade existiu com Pedral Sampaio e também com Guilherme Menezes. Transferir votos não é brincadeira.

Diante desse histórico, a votação de Wagner merece destaque. Na minha avaliação, Sheila conseguiu transformar seu apoio em uma força eleitoral expressiva para o esposo: foram quase 34 mil votos somente em Vitória da Conquista.

Somados aos votos conquistados em outros municípios, o resultado ultrapassou os 53 mil, uma votação significativa para quem disputava uma eleição pela primeira vez.

Wagner Alves e Sheila Lemos saem, portanto, fortalecidos desse processo eleitoral. O resultado mostra o peso político da prefeita e a dimensão alcançada pela candidatura que ela ajudou a construir.

Em breve, farei outras considerações sobre o que representa a participação de Wagner na eleição de 2026 e como esse resultado poderá repercutir no futuro político de Vitória da Conquista.