“Reunir 26 milionários, cada um morando em uma parte do mundo, para se encontrar durante uma semana a cada 5 meses nas chamadas data FIFA, jogar uma eliminatória com esses jogadores, agora milionários, que não serão os mesmos que vão disputar a Copa do Mundo, com olheiros, empresários, técnicos, presidentes de clubes, presidentes de confederações, jornalistas e tudo quanto é mais corruptos se locupletando do dinheiro na negociação dos passes de jogadores convocados no chamado mercado da bola, sendo que os jogadores convocados na preparação não conseguem alcançar qualquer noção de conjunto e tampouco exercerem algum sentimento afetivo pela Seleção Brasileira até chegar e ir disputar a Copa do Mundo, enquanto nas eliminatórias segue empatando ou perdendo com Venezuela, Bolívia, Chile, Paraguai…

Enfim, todas essas subjetividades nunca mais permitirão ao futebol brasileiro ser aquele futebol brasileiro, dos meninos bolas de meia, que rancavam o tampo do dedo nos jogos de golzinho fechado nas pontas de rua, nos campinhos de várzea, tapeando a fome no divertimento do futebol arte, com os corpos vestindo apenas um calção, sem chuteira ou meião, sem camisa e chutando aquelas bolas velhas surradas, antes de ir pra casa, pq em casa não haveria o que comer, sonhando atravessar as cidades para fazer as peneiras dos clubes e chegar em algum lugar em um time grande do país, para ser o ídolo de um clube e comprar uma casa própria para a mãe morar.

O povo usou o esporte para se destacar, inserir, ascender socialmente, resistir, sobreviver e superar.

Mas os bandidos desgraçados que estão por detrás dos arranjos do futebol brasileiro e submeteram as regras de uma globalização perversa, em um modelo colonialista de exploração acabaram com as bases do futebol Brasileiro.

Agora somos importadores de treinador, sentimos medo do Japão e viramos fregueses da Noruega.

Tenho dó apenas das crianças brasileira, como minha filha de 10 anos, que me mostrou essa bonequinha que fez para torcer pela Seleção Brasileira, uma Seleção alienada e deteriorada do país que não consegue mais ser o país do futebol e deixou ídolos da nossa raça, a raça brasileira, como Pelé e Garrincha no século XX, no século passado.

Saudações,

Alexandre Aguiar”