Quem acompanha a política baiana percebe claramente que os últimos meses foram marcados por uma intensa movimentação em todo o estado. Lideranças do governo, como o governador Jerônimo Rodrigues, o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner, percorreram importantes municípios baianos, levando ações, anunciando obras e fortalecendo a presença institucional do grupo governista.

Cidades estratégicas como Juazeiro, Barreiras, Itabuna, Vitória da Conquista e Jequié receberam essas agendas, o que naturalmente alimentou especulações políticas, sobretudo em relação ao posicionamento de prefeitos e lideranças locais.

No caso de Ilhéus, por exemplo, chegou-se a cogitar uma possível aproximação do prefeito Valderico Júnior com o governo estadual. No entanto, em nenhum momento houve declaração pública que indicasse mudança de alinhamento político. Ao contrário, com o passar do tempo, o cenário foi se ajustando e as posições foram ficando mais claras.

Enquanto isso, outros municípios também mantiveram suas características próprias de relacionamento institucional. Vitória da Conquista, por exemplo, segue com uma relação republicana com o governo do estado, como demonstrado em eventos institucionais, a exemplo da entrega da Avenida Presidente Vargas e de equipamentos públicos, com a presença da prefeita Sheila Lemos ao lado do governador.

No sul do estado, Itabuna permanece alinhada ao governo estadual, com o prefeito Augusto Castro integrando essa base. Já Ilhéus, mais recentemente, recebeu a visita de ACM Neto, acompanhado de lideranças políticas importantes como o senador Angelo Coronel, João Roma, Cacá Leão e Leur Lomanto Júnior.

A presença desse grupo ocorreu durante as celebrações em homenagem a São Jorge, padroeiro da cidade, reforçando o prestígio ao gestor municipal e evidenciando o movimento da oposição no interior do estado. Esses gestos, dentro da política, têm peso simbólico e ajudam a desenhar o cenário que se aproxima para as eleições.

O que se observa, portanto, é um tabuleiro em constante movimentação. As alianças vão se consolidando, os espaços vão sendo ocupados e a eleição de 2026 começa, cada vez mais, a ganhar contornos mais definidos. Ainda que muitas peças pareçam posicionadas, a política, como sempre, permanece dinâmica e sujeita a ajustes ao longo do caminho.

Seguimos acompanhando, porque, como bem sabemos, na política nada é definitivo até que, de fato, se consolide.