Nunca tivemos tão perto de ganhar uma Copa, além das que já ganhamos em cinco oportunidades. O país inteiro vivia esse clima por todos os cantos, nos lugares mais simples aos mais sofisticados, todas os segmentos sociais criam que o Hexa seria conquistado no Qatar. Respiramos esse ar de vitória a partir de 2020, sem nenhum instante do “já ganhou”, seguimos dia após dia confiando no título naquele país que nem tem o futebol como uma paixão.

Chegamos perto, estávamos bem perto de mais uma conquista histórica. Perdemos por um triz, por um pequeno detalhe, perdemos por quatro minutos, Neymar perguntou: “por que foram lá pra frente, só restam quatro minutos, pra que isso?”.

A Croácia tirou o mel da nossa boca, um empate surpreendente nos calou, um chute sem nenhuma arte, mas que atingiu o nosso peito como se fosse uma bala de canhão.

Mortífero aquele chute, nos pegou sob um momento de fragilidade, não do nosso time, de nós torcedores que vimos a vitória escorrer como água entre os dedos, aquele empate que nos levou para as cobranças de pênaltis foi terrível, tinha um mal presságio.

Ontem quando vi a Argentina entrar em campo para enfrentar a França, confesso, fiquei triste, não quis acreditar que aquilo fosse verdade, o pior que era, ficamos de fora por uma falha primária. Foi todo mundo lá pra frente, “entregamos o ouro ao bandido”.

Que pena, deixamos de vencer e perdemos porque faltou um mínimo de cuidado, talvez, de humildade de alguns que queriam a todo custo marcar um gol, ampliar o placar sem nenhuma necessidade, já que apenas o tento marcado por Neymar nos colocaria na semifinal contra os argentinos. 2026 é logo ali, é um pulo, a gente não vê o tempo passar.

A Copa do Mundo é a celebração do esporte, o encontro civilizado entre as torcidas, parece que o mundo resume-se aos belos estádios, gente pra lá e pra cá, é uma pausa para os grandes problemas, esquecemos de tudo, as imagens da TV envolve todo mundo, a vida resume-se aquilo ali, pelo menos pra quem gosta de futebol.

Acordamos com os problemas de sempre, a vida continua, cada um buscando o seu espaço. Para os jogadores da seleção brasileira fica uma lição: “O jogo só acaba quando termina!”.