Meus amigos, minhas amigas, vejam como a política é um eterno movimento. As peças mudam de posição, as estratégias precisam ser revistas e um caminho que parecia seguro pode exigir outra direção. Quem participa da vida pública sabe que não pode ficar parado. Às vezes acerta, outras vezes erra, mas precisa tomar posição e compreender as consequências de suas escolhas.

A prefeita Sheila Lemos sabe disso. Com a derrota de Flávio Bolsonaro para Lula, terá que sentar com seu grupo e avaliar os próximos passos. Mais do que discutir o resultado presidencial, será necessário entender seus reflexos na política conquistense e no projeto que pretende construir para a sucessão municipal de 2028.

O tempo urge. Dois anos passam rapidamente, e não são poucos os que já observam a cadeira ocupada por Sheila na Praça Joaquim Correia. Como não poderá disputar um terceiro mandato consecutivo, caberá à prefeita trabalhar pela construção de uma candidatura do seu grupo. Isso exigirá conversas com partidos aliados, vereadores, secretários, lideranças empresariais e comunitárias e, naturalmente, com o vice-prefeito, Dr. Alan.

Unir essas correntes, ouvir quem participou das suas vitórias e encontrar um nome competitivo não será fácil. Mas também não é impossível. Sheila já demonstrou disposição para o trabalho e habilidade nas articulações. Sua experiência à frente do Executivo vem desde quando assumiu a Prefeitura após o falecimento do saudoso Herzem Gusmão.

Se Flávio tivesse vencido, as expectativas seriam outras. Sheila e o grupo da direita e da centro-direita baiana contariam com maior afinidade política com o Governo Federal. A visita recente a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, ao lado do Coronel Ivanildo e de Wagner Alves, tinha esse simbolismo, como já comentamos aqui.

ACM Neto também poderia encontrar espaço para ampliar sua projeção nacional, quem sabe até num ministério. Eram possibilidades, expectativas de um campo político que apostou na derrota de Lula. Em Conquista, o ex-prefeito de Salvador associou essa vitória ao projeto de tirar o PT do governo baiano. As urnas apontaram outro caminho. E agora, qual será o próximo movimento de Neto?

Voltemos a Sheila. Vitória da Conquista tem uma história política própria, e seu eleitor nem sempre acompanha o resultado das disputas estaduais e nacionais. As lideranças locais, a administração municipal e as circunstâncias de cada eleição têm peso. A prefeita continuará dialogando com ACM Neto, João Roma e seus aliados, mas caberá a ela conduzir o entendimento dentro do grupo em nossa cidade.

Esse é o ponto central. Uma fotografia reúne lideranças, mas a unidade exige conversa, participação nas decisões e disposição para ceder. Dr. Alan, Ivan Cordeiro, Coronel Ivanildo e Carlos Dudé têm aspirações que precisam ser consideradas. Quem estará disposto a abrir mão? Quem conseguirá reunir o apoio necessário? Como chegar a uma escolha que preserve o grupo?

Não teremos respostas imediatas, mas também não será prudente deixar tudo para a última hora. Do outro lado, os aliados de Jerônimo e Lula saem fortalecidos e já se movimentam para 2028. A disputa municipal começa a ganhar forma, mesmo que ainda estejamos longe das definições.

Daí a pergunta: qual será o dia seguinte da prefeita Sheila? Como reorganizará suas alianças e conduzirá a escolha de quem pretende apoiar? Uma coisa me parece clara: ela não ficará de fora. A política faz parte da sua trajetória e da história da sua família. A derrota de Flávio exige uma avaliação das estratégias, mas não apaga sua liderança nem sua capacidade de articulação.

Vamos acompanhar as conversas e os próximos movimentos. A política não para, meus amigos, e 2028 é logo ali!