Delegada Gabriela é uma carta fortíssima no baralho político. Com as vitórias de Jerônimo e Lula, a vereadora se fortalece para 2028

Não é preciso fazer muito esforço para perceber que a sucessão da prefeita Sheila Lemos, em 2028, já movimenta Vitória da Conquista. Não são poucos os nomes lembrados para chegar à Casa Rosa, na Praça Joaquim Correia. Alguns aparecem com frequência, outros circulam nos bastidores, mas todos integram esse cenário que começa a ser desenhado.
No grupo da prefeita, são mencionados o Coronel Ivanildo, o presidente da Câmara, Ivan Cordeiro, e o vereador Carlos Dudé. Também está nessa discussão o vice-prefeito, Dr. Alan, que tem suas próprias aspirações. Fala-se ainda no deputado estadual Tiago Correia. São lideranças com trajetórias distintas, que poderão participar das articulações para a escolha da candidatura do grupo.
Há também nomes ligados à vida empresarial e institucional da cidade: Abmael Brito, provedor da Santa Casa; Dr. Gutemberg Macedo Júnior, presidente da OAB; José Maria Caires, do movimento Duplica Sudoeste; Luciano Bonfim, ligado ao Sinduscon e à Prates Engenharia; Marcos Fenício, da Tia Sônia; e Toninho Cabral, entre outros. Ser lembrado, evidentemente, não significa que alguém pretenda disputar a eleição. Mas essa relação mostra como a discussão alcança diferentes setores da sociedade conquistense.
Existe, porém, uma figura que merece atenção especial. Na minha avaliação, a vereadora Dra. Gabriela Garrido sai fortalecida das vitórias de Jerônimo Rodrigues e Luiz Inácio Lula da Silva. A delegada Gabriela vem construindo uma trajetória com identidade própria, personalidade e capacidade de conquistar simpatizantes sem depender exclusivamente de uma liderança tradicional.
Gabriela tem seus posicionamentos, sua maneira de atuar e, de certa forma, faz uma carreira solo. Ao mesmo tempo, mantém boas relações com integrantes do Governo do Estado, a exemplo de Adolfo Loyola, e proximidade política com o governador Jerônimo Rodrigues, que esteve recentemente em Conquista no último ato de campanha em apoio a Lula. Essa combinação entre identidade própria e articulação política merece ser observada.
É aí que entra uma possibilidade comentada nos bastidores: o PT poderia apoiar um nome de outra legenda da base do governador para a sucessão de Sheila. Caso essa hipótese avance, Gabriela poderá ser considerada uma alternativa competitiva. Isso não significa que tenha decidido disputar a Prefeitura. Como já registramos aqui, sua assessoria informou que ela está focada na reeleição como vereadora. Estamos fazendo uma leitura das condições políticas que cercam seu nome.
Também não podemos ignorar Viviane Sampaio, presidente municipal do PT, indicada pelo ex-prefeito Guilherme Menezes para a disputa. Existem nomes e projetos dentro desse campo, e haverá muita conversa antes de qualquer definição. O apoio dos partidos, a disposição de cada liderança e a receptividade do eleitor serão fundamentais nesse processo.
Mas volto a Gabriela: considero seu nome uma carta fortíssima nesse baralho. As vitórias de Jerônimo e Lula favorecem as articulações das lideranças identificadas com esse grupo, e a vereadora poderá ampliar seu espaço nesse cenário. Por isso, seria precipitado imaginar que a eleição de 2028 já esteja limitada a dois ou três possíveis candidatos.
Vamos aguardar, meus amigos, minhas amigas. A política é dinâmica, as alianças mudam e os projetos podem tomar outros caminhos. Ainda temos tempo pela frente, mas a movimentação já começou. E quem conhece esse jogo sabe: uma carta que parece discretamente guardada pode se tornar decisiva.






















