“E agora, José?” Quem será o próximo presidente do Brasil? Só Deus e as urnas!

Meus amigos, minhas amigas, estava assistindo à televisão e acompanhando imagens de conflitos na Itália e na França. Violência, depredação do patrimônio público, jovens, homens e mulheres em confronto com as forças policiais. É lamentável ver cenas assim. E não é apenas na Europa: o mundo parece viver um clima de hostilidade e intolerância, como se estivesse cada vez mais difícil conviver com quem pensa diferente.
Aqui no Brasil, vivemos uma democracia que avançou, mas ainda é jovem e precisa ser cuidada. Sabemos o valor da liberdade de escolher nossos governantes, de chegar à urna e registrar um voto que ajudará a definir os destinos do país pelos próximos quatro anos. Essa conquista não pode ser desprezada nem colocada em risco por interesses individuais ou projetos de poder.
Hoje, domingo, 25 de outubro, os brasileiros decidirão entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Que o vencedor tenha a responsabilidade de governar para todos e atender às necessidades da população. E que o derrotado tenha a grandeza de reconhecer a vontade soberana das urnas. A democracia exige essa compreensão: hoje se ganha, amanhã se perde, e a vida política continua.
Não estamos livres de quem, por intolerância ou inconformismo, queira desrespeitar as leis e a decisão dos eleitores. Mas nenhuma derrota eleitoral precisa ser definitiva. Quantas mudanças já aconteceram no Brasil? Quantos governantes chegaram ao poder e depois foram substituídos pelo voto? É essa possibilidade de alternância que permite à população avaliar, cobrar e escolher outro caminho.
Quero também fazer uma reflexão: ninguém que ocupe um cargo público, seja vereador, prefeito, governador ou presidente, tem o direito de se apropriar do que pertence ao povo. Os recursos da saúde, da educação e dos demais serviços não podem servir para beneficiar o governante, seus familiares, amigos ou um projeto pessoal de poder. Esse dinheiro vem de uma população que trabalha, paga impostos e espera receber serviços dignos.
Mas volto ao que considero fundamental neste domingo. Dirijo-me especialmente a você, cidadão e cidadã de Vitória da Conquista: vamos mostrar que sabemos conviver com as diferenças. Podemos defender Lula ou Flávio Bolsonaro, manifestar nossas convicções e respeitar quem fez outra escolha. O adversário político não precisa se tornar um inimigo.
A eleição passa. Amanhã será segunda-feira, dia 26, e a vida continuará. Os trabalhadores voltarão às suas atividades, as famílias seguirão com suas responsabilidades e os jovens continuarão buscando seu espaço. Não podemos permitir que a disputa destrua amizades, separe famílias ou comprometa a convivência de quem compartilha a mesma cidade, as mesmas ruas e tantos momentos da vida.
E agora, José? Quem será o próximo presidente do Brasil? Só Deus e as urnas poderão responder. Dentro de algumas horas, conheceremos a decisão dos brasileiros. Que ela seja respeitada e que o vencedor compreenda a responsabilidade de governar uma nação inteira.
Que possamos seguir com esperança, sem ódio e sem desejar mal a quem pensa diferente. E que não precisemos mais chorar pela violência, pela injustiça e pela divisão entre os brasileiros. Se vierem lágrimas, que sejam de alegria por um Brasil mais justo, mais humano e melhor para todos nós!














