Ontem à tarde conversei longamente com uma figura apaixonada por política. Ele gosta da política partidária e não consegue ficar fora da resenha, mesmo quando essa dedicação pode interferir na sua vida profissional. Mas há pessoas vocacionadas, que nasceram para lidar com a população, especialmente com aqueles que mais precisam de uma voz que os represente. É o caso dessa querida e ilustre revelação da política conquistense.

Se dependesse dele, praticaria política partidária 24 horas por dia. É um dos nomes que pretendem disputar a Prefeitura de Vitória da Conquista, uma intenção que já tinha na eleição passada. Cuidadoso, porém, trabalha com a possibilidade de juntar as pessoas, de agregar. Entende que o ideal é buscar o entendimento por meio de uma discussão franca, sem espaço para traições ou para quem queira olhar apenas para o próprio umbigo.

Durante a conversa, fiz uma pergunta para compreender melhor o cenário que se desenha para 2028. Não vou revelar seu nome, porque não vem ao caso, mas perguntei: “Posso dizer que você abre mão da sua pretensão para permitir que os cacos sejam juntados sob a liderança da prefeita Sheila?”. A resposta foi imediata: “Totalmente, pode colocar”.

Enquanto uns conspiram, outros preferem disputar os espaços de forma honesta e correta, para que a cidade se desenvolva. É um nome da direita, sóbrio, consciente, e que tem uma grande vantagem: quer ser candidato, gosta da política, mas não pretende criar obstáculos para ninguém. Entende que a escolha da candidatura da direita em 2028 precisa ser discutida exaustivamente entre os nomes já apresentados e que cabe à prefeita Sheila reunir todos para uma conversa.

Perguntei também se ele entendia que o Dr. Alan poderia participar desse debate e estar junto do grupo. Ele foi claro: “Claro que entendo. Pode e deve”. Portanto, fica o registro para que o leitor perceba que nem sempre as coisas são como aparentam. Um bom papo, uma conversa franca e a disposição para o entendimento são salutares, sobretudo em momentos de aparentes crises.