Condeúba e o distrito do Alegre perdem uma filha ilustre: a modelo Giih Alves partiu precocemente. São os mistérios da vida!

Amanheci hoje com uma notícia muito triste. Ao abrir o celular, deparei-me com uma matéria da Folha Condeubense, canal de comunicação da minha querida terra natal, Condeúba, que tem à frente Oclides Oliveira.
Oclides, confesso que o chão ruiu aos meus pés. Toda partida é dolorosa. A ausência de alguém com quem convivemos deixa um vazio difícil de explicar. Por mais que saibamos que somos meros viajantes e que não estamos aqui para sempre, a gente se apega, cria laços e sente profundamente quando alguém nos deixa.
Mas há partidas que nos comovem ainda mais pela forma precoce como acontecem. É o caso da jovem Giih Alves.
Eu já havia acompanhado, na própria Folha Condeubense, uma matéria sobre sua trajetória. Nascida no distrito do Alegre, um pedacinho de terra de poucas famílias que integra o município de Condeúba, Giih descobriu que o mundo, e, especialmente, as passarelas, poderia estar à sua frente. Tenho boas lembranças daquele lugar, do nosso Alegre.
Inquieta, ela deixou sua terra natal, seu torrão, e foi para São Paulo com o marido. Entrou no mundo da moda, revelou seu talento e mostrou que, no mapa da vida, não importa de onde você veio: há espaço para quem busca realizar seus sonhos.
Giih ganhou as passarelas, construiu uma família e, depois do sucesso, fez o caminho de volta. Como sempre desejou, retornou ao seu pedaço de chão para estar perto das pessoas simples que conheceu na infância, rever os familiares e seguir a vida junto à sua gente.
Construiu uma casa muito bonita, conforme mostra a matéria de Euclides. Foi naquele distrito, onde estudou na escola que leva o nome do ex-prefeito Antônio Terêncio, que ela reencontrou suas raízes.
E hoje recebo a notícia de que Giih nos deixou. Mãe de dois filhos, ela partiu sem poder acompanhar o crescimento do seu filhinho recém-nascido. É uma dor que nos faz silenciar diante dos mistérios da vida.
Sua trajetória é bonita, apesar da tristeza que sentimos agora. Nasceu no Alegre, projetou-se, foi para os grandes centros e ganhou o mundo. Mas o desejo de voltar para casa permaneceu. E ela voltou.
Diante dessa despedida, buscamos amparo na fé. É como se Deus a acolhesse dizendo: “Venha, a sua parte você já fez”. Para nós, ficam a saudade e a lembrança de uma filha ilustre de Condeúba que levou consigo o nome e as raízes da sua terra.















