Jerônimo Rodrigues cobra respeito da Azul Linhas Aéreas com Vitória da Conquista e reforça pressão institucional sobre a empresa.

A situação envolvendo a malha aérea de Vitória da Conquista ganha um novo capítulo e, dessa vez, com um peso político ainda maior. O governador Jerônimo Rodrigues também se posicionou de forma clara e contrária à decisão da Azul em reduzir a capacidade das aeronaves na linha entre Vitória da Conquista e Salvador.
A fala do governador não é apenas uma opinião isolada, ela carrega consigo a responsabilidade institucional de quem administra o estado e conhece a importância estratégica da nossa cidade para toda a região sudoeste e também para o norte de Minas Gerais. Ao afirmar que a empresa recebe incentivos fiscais para operar na Bahia, ele toca em um ponto fundamental: não se trata apenas de uma decisão empresarial, mas de uma relação que envolve contrapartidas.
O entendimento do governador é de que a medida adotada pela companhia não é razoável e acaba penalizando não apenas Vitória da Conquista, mas toda uma região que depende diretamente desse fluxo aéreo. E aqui é preciso dizer com todas as letras: não estamos falando de um serviço supérfluo ou de luxo. O transporte aéreo, hoje, é uma necessidade.
Há quem argumente que a demanda não justifica a manutenção de aeronaves maiores, mas essa leitura, ao que tudo indica, não corresponde à realidade. Os voos, como sabemos, historicamente operam com alta ocupação. Desde os tempos do antigo aeroporto até a inauguração do Aeroporto Glauber Rocha, a procura só aumentou, acompanhando o crescimento da cidade e da região.
Vitória da Conquista é um polo regional consolidado, com forte movimentação econômica, médica, educacional e empresarial. Pessoas de diversas cidades utilizam o aeroporto local para conexões com Salvador, Belo Horizonte e São Paulo. Reduzir a capacidade dos voos, portanto, não é apenas uma questão técnica, é uma decisão que impacta diretamente o desenvolvimento regional.
O mais importante, neste momento, é observar que a reação não está restrita a um único segmento. A prefeita Sheila Lemos já se posicionou, a Câmara de Vereadores também, deputados de diferentes espectros políticos manifestaram preocupação e a sociedade civil organizada tem feito ecoar sua insatisfação. Agora, com o governador se somando a esse coro, o movimento ganha ainda mais força.
A expectativa natural é de que esse conjunto de pressões institucionais e sociais leve a empresa a reavaliar sua decisão. Evidentemente, trata-se de uma empresa privada, com autonomia de gestão, mas há um contexto que não pode ser ignorado. Quando há diálogo, quando há firmeza nas posições e quando a demanda é legítima, como é o caso, abre-se espaço para uma solução equilibrada.
Seguimos acompanhando, porque essa não é apenas uma pauta local. É uma pauta regional, que envolve desenvolvimento, mobilidade e respeito a uma cidade que tem um papel estratégico dentro da Bahia e do Brasil.















