Por mais que alguns tentem questionar, por mais que defendam o ateísmo, por mais que setores da sociedade levantem dúvidas sobre a existência de Deus, nada disso conseguiu, e nem conseguirá, retirar da humanidade essa convicção tão profunda. A ideia de Deus permanece.

É verdade que existem aqueles que, por razões pessoais, já duvidaram. Mas também conheço muitos que, ao longo da vida, acabaram se rendendo às evidências, à lógica da própria existência.

Porque, afinal, quem somos nós? Por que estamos aqui? Como explicar a existência das águas, dos mares, dos rios, da chuva? Das plantas, dos alimentos, da medicina? Como explicar o amor que habita dentro de nós?

As lágrimas que escorrem dos nossos olhos, o sentimento de pertencimento, o amor pelos filhos, pela família, pelo próximo, pelos animais.

O que leva um ser humano a sentir saudade, a se emocionar, a amar, senão algo que transcende o material? É difícil acreditar que tudo isso seja fruto do acaso.

Para muitos, a resposta está na essência divina da vida. E a maior prova dessa crença, para os cristãos, foi o envio do próprio filho de Deus à Terra.

É por isso que, ainda hoje, aqui em Vitória da Conquista e em tantas outras partes do mundo, celebramos o nascimento, a morte e a ressurreição de Cristo.

É por isso que vemos multidões subindo a Rua do Cruzeiro, em um gesto de fé, devoção e gratidão, para homenagear aquele que representa esperança para milhões de pessoas. Depois de dois mil anos, a humanidade continua reverenciando Jesus Cristo.

E isso, por si só, já diz muito.