Com a definição da chapa de oposição, liderada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que tem como vice o prefeito de Jequié, Zé Cocá, além dos nomes ao Senado, como Angelo Coronel e João Roma, a chapa governista ainda não está completamente definida.

O grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues segue em processo de discussão quanto à composição da vice.

Até então, o nome considerado natural seria o do atual vice-governador Geraldo Júnior, do MDB, partido liderado na Bahia por Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima.

No entanto, o cenário político mudou. Aquela expectativa inicial de uma vitória mais tranquila do atual governador já não é tratada com tanta segurança. Diante disso, o grupo governista tem adotado uma postura mais cautelosa.

As principais lideranças do Partido dos Trabalhadores na Bahia, como o próprio Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa, entendem que é momento de analisar com cuidado o melhor nome para compor a chapa.

Outras possibilidades surgem no cenário, como o nome de Ivana Bastos, entre outros que possam agregar força eleitoral e contribuir para uma disputa mais equilibrada.

É natural que existam divergências internas. Em um partido como o PT, com lideranças fortes, há espaço para diferentes visões e preferências, inclusive entre nomes como Jaques Wagner e Rui Costa.

Ainda assim, Rui Costa foi claro ao afirmar que a decisão final caberá ao governador Jerônimo Rodrigues. Segundo ele, essa é uma prerrogativa de quem encabeça a chapa, assim como ocorreu em sua própria experiência quando governava o estado.

Agora, resta aguardar. Nos próximos dias, a definição do nome que ocupará a vice deverá esclarecer de vez o desenho da chapa governista para a disputa de 2026.