Vereador eleito pelo União Brasil deixa o partido e vai para o PSDB de Tiago Correia.

Amigos, já não se faz mais política como antigamente. As regras mudam, e mudam constantemente, e nem sempre todos conseguem se adequar aos novos regulamentos, aos critérios dos partidos e aos seus estatutos.
A doutrina partidária, em tese, deveria ser seguida como um guia. É como um documento que orienta, que define identidade, propósitos, programa de governo, posicionamento ideológico, se de direita, de esquerda, de centro, socialista ou liberal. Tudo isso deveria ser levado em consideração por quem escolhe uma sigla.
O problema é que, na prática, pouca gente segue à risca o que está ali estabelecido.
A fidelidade partidária, de algum tempo para cá, foi relativizada, para não dizer banalizada. E aí surge uma pergunta que não quer calar: de quem é o mandato? Do candidato, que vai às ruas pedir voto, ou do partido que lhe deu a estrutura, a legenda, o abrigo político?
É justo o candidato conquistar os votos e depois não poder decidir seus caminhos? Ou é justo o partido exigir fidelidade sem, muitas vezes, oferecer o suporte necessário durante a campanha? Esse é um debate antigo, mas cada vez mais atual.
E os exemplos estão por toda parte. Não entrando no mérito, apenas ilustrando: vemos parlamentares apoiando candidatos de outros partidos, mesmo quando suas próprias siglas possuem nomes na disputa, mas vamos ao caso concreto.
O vereador Diogo Azevedo, eleito pelo União Brasil e, diga-se, o mais votado da cidade, com o apoio da prefeita Sheila Lemos e de sua madrinha política, Irmã Lemos, agora deixa o partido e passa a integrar o PSDB, alinhando-se ao vereador Tiago Correia.
Forma-se, assim, uma nova composição política, uma dobradinha entre colegas e aliados.
Diante desse cenário, com tantas movimentações, trocas e reposicionamentos, fica cada vez mais difícil para o cidadão compreender os rumos da política. É um verdadeiro caldeirão, em constante ebulição.
Já se comenta, inclusive, que o primeiro suplente pode recorrer, questionando a possível quebra de fidelidade partidária, o que pode gerar desdobramentos jurídicos.
Mas, independentemente disso, o fato é que a política mudou. E não é apenas em Vitória da Conquista, isso acontece em toda a região, no estado e em nível nacional.
Aqui, o registro é feito sem qualquer desmerecimento aos nomes citados, mas como uma reflexão necessária sobre os caminhos que a política tem tomado nos tempos atuais.















