Ângelo Coronel deixa base do governo e se aproxima do Republicanos. Liderança do partido diz que não foi informada

Senador Angelo Coronel (PSD-BA).
Foto: Rodrigo Viana/Senado Federal
O espaço político não é dado, ele é conquistado. Vem da força eleitoral, da representatividade, dos mandatos e da capacidade de articulação de cada liderança.
Quando uma figura como Ângelo Coronel decide mudar de lado, isso não passa despercebido. Trata-se de um movimento que mexe no tabuleiro político e, naturalmente, provoca reações.
Após deixar a base do governador Jerônimo Rodrigues, Coronel passou a integrar o grupo liderado por ACM Neto, que se posiciona como principal adversário na disputa pelo Governo do Estado. Essa mudança, sem dúvida, representa um reforço político importante para a oposição.
Além do próprio Coronel, seu grupo político também carrega peso. Seus dois filhos, um deputado estadual e outro deputado federal, caminham junto com ele e buscam a reeleição. Isso amplia ainda mais o impacto dessa movimentação.
O destino escolhido para esse novo momento político é o Republicanos, partido que já tem presença consolidada na Bahia e que vem se fortalecendo ainda mais no cenário estadual.
No entanto, nem todos dentro da sigla parecem ter sido previamente informados. Uma das lideranças do partido na Bahia, Jurailton Santos, manifestou surpresa e desconforto ao afirmar que não tinha conhecimento da articulação.
A legenda tem como uma de suas principais referências o deputado federal Márcio Marinho, que, naturalmente, deverá participar das decisões e conduzir o diálogo interno diante desse novo cenário.
Esse tipo de movimento, embora comum na política, pode gerar ruídos internos. Mas a própria dinâmica política ensina que, com diálogo, prudência e equilíbrio, as situações tendem a se acomodar.
É momento de cautela. Falar menos, ouvir mais e evitar tensionamentos desnecessários pode ser a melhor estratégia neste instante.
A chegada do grupo de Ângelo Coronel ao Republicanos fortalece o partido, mas também exige ajustes internos. Reuniões deverão acontecer, conversas serão alinhadas e, como costuma ocorrer, a tendência é que os ânimos se acomodem.
No fim das contas, a política segue seu curso. E muitas dessas questões acabam sendo resolvidas no tempo certo, muitas vezes depois das eleições.
















