O PT já decidiu: na Bahia, andará com as próprias pernas. Com esse movimento, poderá perder o PSD. A militância raiz até que gosta.

Meus amigos, minhas amigas, como todos acompanham, a política baiana está em ebulição. E faço aqui mais uma observação, não por insistência, mas apenas para evidenciar e compartilhar com os nossos leitores o que está, de fato, acontecendo no cenário político do estado da Bahia.
O Partido dos Trabalhadores baiano já tomou uma decisão clara. Mesmo ciente de que poderá sofrer prejuízos políticos, desgastes e até insatisfações na base aliada, o partido resolveu andar com as próprias pernas. Ou seja, o anúncio de uma chapa puro-sangue já é fato consumado.
Os nomes estão postos: Rui Costa, Jaques Wagner e Jerônimo Rodrigues são, naturalmente, os candidatos do Partido dos Trabalhadores na Bahia. E todos sabem que essa decisão pode custar caro, sobretudo no que diz respeito à manutenção de alianças históricas.
Um dos principais riscos é a perda do Partido Social Democrático. Em âmbito nacional, o partido já dá sinais de independência e tende a não seguir automaticamente na base de apoio ao presidente Luis Inácio Lula da Silva, que buscará a reeleição.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já deixou claro que cada diretório terá liberdade para decidir seus caminhos. E, do ponto de vista ideológico, não é novidade para ninguém: Kassab, assim como Ângelo Coronel e Otto Alencar, nunca tiveram identidade histórica com o PT. Isso não é demérito. Trata-se apenas de reconhecer que a política é feita, muitas vezes, de alianças circunstanciais, construídas para resolver demandas específicas de cada momento.
Otto Alencar, por sua formação e trajetória, sempre foi reconhecido como um político leal. Até aqui, manteve o compromisso de parceria com o PT na Bahia. No entanto, o novo desenho político o obriga a fazer uma análise mais profunda. E não seria surpresa se, de forma civilizada, republicana e transparente, ele venha a reavaliar essa aliança construída ao longo dos últimos anos.
A chapa puro-sangue formada por Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa aponta, portanto, para um possível encerramento desse ciclo de alianças que sustentou o governo baiano até aqui. As eleições de 2026 podem marcar esse ponto de inflexão.
E atenção: os desdobramentos podem ir além do que muitos imaginam. Não seria absurdo, por exemplo, que esse novo cenário leve o PSD a dialogar com outras lideranças do estado, como a prefeita Sheila Lemos, seja para uma eventual composição majoritária, seja para uma possível candidatura à Câmara Federal.
Tudo isso, é claro, ainda está no campo das conjecturas. Mas são conjecturas plausíveis, dentro do dinamismo da política. Não se espantem. Pode acontecer.
Vamos em frente.















