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blog do marcelo

labo

O ar que respiro, a saúde que tenho, a vida que Deus me deu. A minha família e os meus amigos valem muito mais que qualquer conta bancária.


Meus amigos, minhas amigas, trago hoje, sábado, dia 10, uma reflexão que considero da mais alta importância pelo seu conteúdo humano e espiritual. Fui presenteado com esse texto pelo meu amigo Manu Ferraz, que atualmente mora distante de Vitória da Conquista. Manu é da família Ferraz, Bittencourt Ferraz, família que sempre teve uma relação muito próxima comigo e com a história da nossa cidade.

Lembro com carinho de Jerusa Ferraz, que Deus já levou. Uma mulher visionária, empreendedora, fundadora da Getur, empresa que marcou época em Vitória da Conquista e que, mais tarde, foi passada para Zé Maria Caires, da Maxtour, juntamente com sua esposa Walmária. A empresa segue firme, como homenagem viva à memória de Jerusa.

Pois bem, Manu me encaminhou uma mensagem belíssima. O autor é desconhecido, mas isso pouco importa diante da profundidade do texto. É uma mensagem sensível, generosa, espiritualizada, que nos convida à reflexão sobre o que realmente tem valor na vida.

Nós somos assim mesmo. Muitas vezes esquecemos de valorizar o essencial. O maior dom que Deus nos deu foi a vida. Junto com ela, a família, os amigos, a natureza, o pôr do sol, o vento, a chuva, o canto dos pássaros, o mar, as estrelas. O próprio DNA familiar, quando olhamos para alguém e reconhecemos traços do pai, da mãe. Quem, senão Deus, poderia nos proporcionar isso?

Mas ignoramos. Corremos atrás de acumular, de ter, e esquecemos de ser. Esquecemos que o dinheiro não é tudo. Esquecemos de cuidar da saúde, de valorizar o ar que respiramos todos os dias sem sequer agradecer.

Na mensagem, o autor relata exatamente isso: passou a vida preocupado em ter mais, em acumular bens, deixando de viver momentos simples e preciosos com filhos e netos, deixando de cuidar de si. Só foi compreender o verdadeiro valor da vida quando se viu em uma UTI, lutando para respirar, com o pulmão já não respondendo.

Após sair da UTI, sentado diante da conta hospitalar, chorava. O médico, solidário, disse que a conta poderia ser parcelada. E ele respondeu:

“Não estou chorando por causa da conta. Tenho como pagá-la. Choro porque resisti a vida inteira em valorizar o que Deus me deu. Nunca agradeci pelo ar que Ele me permitiu respirar durante quarenta e sete anos.”

Essa mensagem é um alerta. Um convite à consciência. Que possamos refletir sobre o quanto, muitas vezes, desprezamos o que temos de mais precioso: o ar que respiramos, a saúde, os filhos, a família, os amigos.

Que não seja tarde para agradecer. Que não seja preciso a dor para aprender.

Leia na íntegra:

” Sempre fui obcecado por preços. Conferia nota fiscal linha por linha, reclamava do Uber, do preço do pão, da conta de luz. Minha frase favorita era: “Tudo é caro demais. A vida é uma exploração.” Vivia amargurado, juntando dinheiro no banco por medo de gastar, e olhando com desconfiança pra qualquer um que pedisse ajuda.

Mas a vida, que tem um senso de humor cruel e certeiro, resolveu me dar uma aula de economia que eu jamais vou esquecer.

Aconteceu há dois anos. Começou com uma tosse seca. “Não é nada”, pensei. “Não vou gastar com médico por uma gripe.” Mas em três dias, não era mais tosse. Era como se alguém tivesse colocado um saco plástico na minha cabeça e apertasse cada vez que eu tentava puxar o ar. Meus pulmões, esses órgãos nos quais eu nunca tinha pensado em 47 anos, de repente entraram em colapso.

Lembro da noite em que desmaiei. Tentei levantar da cama pra ir no banheiro e o mundo apagou. Acordei numa sala branca, gelada, cheia de bipes rítmicos. Estava entubado. Uma máquina respirava por mim.

O pânico que senti não cabe em palavras. É um terror primitivo, animalesco. Você quer puxar ar, as costelas se expandem, mas não entra nada a menos que a máquina decida empurrar. Eu era um boneco de carne dependente de um ventilador mecânico.

Passei 17 dias na UTI do Hospital São Luís, em São Paulo. Nesses 17 dias, meu dinheiro, meus investimentos, meu carro zero, minha casa de três quartos… deixaram de importar. Eu daria minha conta bancária inteira por uma única respiração que fosse minha. Autônoma. Profunda. Livre.

Naquela cama, olhando pro teto, entendi o quão pobre eu realmente era. Estava sozinho. As enfermeiras entravam cobertas como astronautas. Não via o sorriso da minha esposa, não podia tocar a mão do meu filho. Só eu, meu ego quebrado e o som da máquina: Fssss… click… Fssss… click.

Então aconteceu o milagre. Meus pulmões reagiram. Tiraram o tubo. A primeira vez que respirei sozinho, senti o ar queimar como fogo nos brônquios. Mas era a dor mais doce do mundo.

Me deram alta uma semana depois.

Antes de sair, passou na enfermaria o médico administrativo pra me entregar a conta do hospital. Eu estava sentado na cama, fraco, mas feliz. Peguei o envelope. Abri. A cifra era alta. Muito alta. Ventilador mecânico, oxigênio, medicamentos, 17 dias de UTI. Eram dezenas de milhares de reais.

O médico me viu olhar o papel e notou que meus olhos encheram de lágrimas. Comecei a chorar, incontrolável. Meu corpo tremia. Ele, preocupado, colocou a mão no meu ombro.

“Senhor, calma. Eu sei que é um valor alto. Mas o hospital tem convênio, parcelamento. Não se desespere. Não precisa pagar tudo hoje.”

Balancei a cabeça, incapaz de falar pelo choro. Puxei o ar (aquele ar maravilhoso) e consegui dizer:

“Não, doutor… não tô chorando por causa do dinheiro. Graças a Deus, tenho como pagar isso agora. Não é isso.”

Ele me olhou confuso.

“Então por quê?”

Enxuguei as lágrimas e disse a verdade que tinha acabado de estilhaçar minha alma:

“Choro porque aqui diz que eu devo pagar R$ 80 mil por 17 dias de oxigênio artificial… e eu acho justo.”

Respirei fundo.

“Mas, doutor… eu tenho 47 anos. Respirei oxigênio puro, fresco, perfeito, cada segundo da minha vida durante 47 anos.”

Minha voz falhou.

“Se o preço de 17 dias é esse… quanto eu devo a Deus por 47 anos de ar grátis?”

O médico ficou em silêncio.

“Choro porque jamais, nem uma vez na vida, eu parei pra agradecer. Choro porque passei 47 anos reclamando do que me faltava e nunca vi a fortuna incalculável que entrava pelo meu nariz a cada segundo. Recebi um tesouro diário e nunca tive a decência de dizer ‘obrigado’.”

Saí do hospital naquele dia, mas não fui direto pra casa. Fui pro Parque Ibirapuera. Sentei num banco debaixo de uma árvore. Fechei os olhos e respirei. Senti o ar frio entrando no corpo, alimentando meu sangue, me mantendo vivo.

E pela primeira vez na vida, não pensei no preço da gasolina, nem na conta de luz. Pensei que eu era milionário. Tinha ar. Tinha vida. Tinha uma segunda chance.

Desde aquele dia, minha vida mudou. Continuo trabalhando, continuo pagando contas. Mas não reclamo mais. Quando chega a conta de luz, agradeço porque posso ver à noite. Quando pago a feira, agradeço porque não tenho fome. E toda manhã, antes de levantar, puxo uma respiração profunda, seguro uns segundos e digo:

“Obrigado. Essa aqui é por conta da casa.”

O espiritismo ensina que viemos à Terra pra aprender, não pra acumular. Que o corpo é emprestado, que a saúde é provisória, que o tempo é limitado. E que a maior dívida que temos não é com o banco, com o governo ou com o patrão. É com a Providência Divina, que nos dá, todo dia, sem cobrar, sem avisar, sem contrato:

Ar pra respirar.

Olhos pra ver.

Pernas pra andar.

Coração batendo sem parar.

Vivemos em ingratidão crônica. Damos por garantido o milagroso só porque é grátis ou porque é constante.

Seus olhos leem isso sem esforço. Sabe quanto um cego pagaria pra ver esse texto?

Suas pernas te levaram no banheiro hoje de manhã. Sabe quanto alguém numa cadeira de rodas daria pra dar esses dez passos?

Seu coração bateu mais de 100 mil vezes hoje sem você pedir, sem cobrar salário, sem tirar férias.

Somos tolos. Esperamos a vida mandar a “conta” — a doença, a solidão, a perda — pra entender o valor do que tínhamos.

Não espere estar entubado pra valorizar o ar.

Não espere a casa ficar vazia pra valorizar o barulho da família.

Não espere perder a visão pra agradecer pela luz do sol.

Hoje, faça um exercício de riqueza real:

Não conte seu dinheiro. Conte as coisas que você tem que o dinheiro não poderia comprar se você perdesse.

Se você tem saúde, amor e propósito, é mais rico que qualquer magnata do mundo.

A vida não te deve nada.

Você deve tudo à vida.

E a única forma de pagar essa dívida é vivendo com gratidão, distribuindo amor e lembrando, todo dia, que cada respiração é um presente não merecido, mas infinitamente generoso.

Você já agradeceu hoje por estar respirando? Você acredita que a verdadeira riqueza não está no que acumulamos, mas no que usamos sem perceber? “

SEMPRE AGRADEÇA POR TUDO QUE VOCÊ TEM…”

1 resposta para “O ar que respiro, a saúde que tenho, a vida que Deus me deu. A minha família e os meus amigos valem muito mais que qualquer conta bancária.”

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alessandro tibo


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