Caiado recua e não será candidato à Presidência; ele buscará o Senado. O governador queria que ACM Neto defendesse seu nome, mas não conseguiu.

A pedido do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o União Brasil se reuniu na capital baiana para discutir o seu nome como uma prévia, quase um ensaio, de uma possível candidatura à Presidência da República.
Ronaldo Caiado vem se destacando nacionalmente por suas posições firmes, sobretudo na área da segurança pública. Ele enfrenta abertamente os adversários, em especial a esquerda e o PT, e faz questão de enfatizar que, em seu estado, os criminosos, como ele costuma se referir, não têm vida fácil. Segundo Caiado, essa postura rigorosa tem afastado facções criminosas, especialmente da capital Goiânia.
A reunião ocorreu em Salvador e teve como anfitrião o ex-prefeito da capital baiana e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto.
Ocorre que, conforme informações de um site da capital, Caiado teria sido mais direto com Neto nos bastidores. O governador pediu que ACM Neto assumisse a defesa firme e pública de seu nome como candidato à Presidência da República. No entanto, Neto, conhecedor da política nacional e da densidade eleitoral exigida para uma disputa presidencial, avaliou que Caiado, embora seja um nome forte no campo da direita conservadora, ainda possui projeção muito concentrada em Goiás, sem capilaridade nacional suficiente para viabilizar uma candidatura competitiva ao Planalto.
Diante disso, ACM Neto recuou. O recuo gerou um certo estremecimento entre os dois, e Caiado decidiu, então, mudar de estratégia: não será candidato à Presidência e buscará uma vaga no Senado. Sua esposa, Gracinha Caiado, deverá disputar uma cadeira na Câmara Federal.
Nessas rupturas, que são comuns na política, é possível que, mais adiante, pensando em um projeto unificado para enfrentar adversários em nível nacional, Caiado e ACM Neto voltem a dialogar. A política é dinâmica, feita de movimentos, recuos, reencontros e novos arranjos.













