A política é uma arte. Para praticá-la, é preciso coragem, perseverança, resiliência e, acima de tudo, saber a hora certa de avançar e recuar. Além disso, exige lealdade e gratidão.

O ex-ministro da Integração do governo Dilma, Geddel Vieira Lima, que foi eleito cinco vezes consecutivas deputado federal pela Bahia, demonstra tranquilidade ao avaliar sua trajetória política. Ele se considera um homem que deu sua contribuição e espera que novos quadros, inclusive os de seu partido, o MDB, possam agora dar continuidade ao que ele fez.

Dentro desse pensamento, Geddel defende seu aliado, Geraldo Júnior, atual vice-governador da Bahia, que se sacrificou ao sair candidato à Prefeitura de Salvador, mas acabou sendo derrotado por Bruno Reis. Ele entende que Geraldo Júnior tem sido leal ao governo do estado e ao Partido dos Trabalhadores (PT). Por isso, reivindica para o MDB a continuidade de Geraldo como vice-governador na chapa que disputará as eleições de 2026.

Segundo Geddel, Jerônimo Rodrigues é o candidato natural à reeleição ao cargo de governador e Jaques Wagner e Rui Costa têm total direito de pleitear as vagas para o Senado. O que ele não aceita é que o MDB fique fora da chapa majoritária, considerando que Geraldo Júnior é o candidato natural à vice-governadoria.

Durante entrevista a um podcast da capital baiana, Geddel fez questão de reforçar sua posição e afirmou com veemência “Ninguém aponta o dedo pra mim, ninguém.”

A declaração faz referência ao episódio amplamente divulgado pela imprensa, envolvendo um apartamento de sua propriedade, onde uma grande quantia em dinheiro foi apreendida. Geddel argumenta que todos os políticos recebem financiamento de campanha, mas que ele não se preocupa com isso. Segue de cabeça erguida, tranquilo, aguardando os próximos desdobramentos da política baiana.

Para ele, Geraldo Júnior será o candidato natural a vice-governador e o PT saberá reconhecer a lealdade do MDB. Além disso, Geddel enaltece a postura do governador Jerônimo Rodrigues, destacando sua fidelidade aos compromissos políticos firmados.