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Sandra Samara, a nossa querida Samarinha, grande e estimada amiga, parceira, do São Tarcísio, do Barão, próximo à Celi de Freitas, de muitas micaretas, gincanas, quadrilhas juninas e movimentos estudantis. Samarinha hoje conversa conosco à distância, está longe, reside na Espanha, está no exercício de uma missão nobre, sagrada, só que não esquece sua terra querida, a nossa querida Vitória da Conquista.

Muito consciente e politizada, sempre nos envia coisas muito bacanas, como, por exemplo, Papel Amassado, que eu recomendo a breve leitura:

A folha amassada

(Autor desconhecido)

Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva à menor provocação. Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.

Um dia meu professor me viu pedindo desculpas, depois de uma explosão de raiva, e entregou-me uma folha de papel lisa e me disse:

  • Amasse-a!

Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.

– Agora, deixe-a como estava antes. Voltou a dizer-me.

Óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas.

O professor me disse, então:

– O coração das pessoas é como esse papel. A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.

Assim, aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro daquele papel amassado.

A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar. Quando magoamos alguém com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas é tarde demais…

Alguém já disse, certa vez:

– Fale somente quando suas palavras possam ser tão suaves como o silêncio.

Mas não deixe de falar, por medo da reação do outro. Acredite, principalmente em seus sentimentos! Seremos sempre responsáveis pelos nossos atos, nunca se esqueça.