Imaginem quanto custa manter as equipes de marketing dos dois candidatos à Presidência da República. A produção de campanhas para televisão e rádio, os materiais de divulgação, as bandeiras, as viagens aéreas e rodoviárias, a alimentação, as hospedagens e a remuneração dos profissionais indispensáveis à campanha exigem muito dinheiro.

Aqui, acompanhamos de perto o esforço necessário para sustentar uma candidatura. Mesmo numa campanha modesta a deputado estadual, concentrada em Vitória da Conquista ou estendida às cidades da região, os gastos são elevados. Agora, imaginem o custo de uma disputa pelo governo da Bahia ou pela Presidência da República. Sinceramente, eu não gostaria de estar no lugar dos responsáveis pela arrecadação, buscando doações e recursos pelos meios permitidos para manter toda essa estrutura funcionando.

Mas quero chamar a atenção para outro lado dessa história. Uso o celular para gravar meu programa, produzir conteúdos e publicar aqui no blog. Nesse cotidiano, acompanho nas redes sociais um trabalho incansável da militância, daquele eleitor raiz que não abre mão de sua ideologia. É gente que não espera orientação sobre a cor da camisa ou o símbolo que deve usar. Faz porque gosta, porque acredita e porque entende que está contribuindo da melhor maneira.

São dois exércitos entrincheirados, atentos ao que o adversário publica para rebater de imediato. Compartilham vídeos, defendem seus candidatos e entram nas discussões. É uma parte da campanha que talvez muita gente não perceba, mas que eu vejo todos os dias, porque acompanho de perto.

Essa militância tem um valor que vocês não imaginam. E falo aqui daqueles que participam espontaneamente, por convicção, sem receber pagamento. Para os candidatos, esse trabalho tem força, dedicação e alcance. O preço dessa participação voluntária? Zero.