O Brasil inteiro festeja o forró nordestino, inclusive Brasília. Programação já começou e segue até o mês de agosto.

Meus amigos, minhas amigas, recebo com muito carinho essa foto enviada pela minha querida amiga Valéria, filha da ex-secretária de Educação do Município de Vitória da Conquista, Maria Célia Ferraz Mascarenhas, e do saudoso ex-prefeito e ex-deputado federal Raul Ferraz. A imagem chega trazendo uma constatação bonita e que merece reflexão: em Brasília já se vive o clima do São João, já se celebra essa tradição nordestina que tem aqui na nossa região, especialmente no Sertão Baiano, uma das suas maiores expressões culturais.
A programação junina na capital federal já começou e seguirá até o mês de agosto. Vejam que interessante: enquanto tantas vezes nós mesmos relativizamos ou diminuímos aquilo que é tão nosso, outras regiões do país abraçam com entusiasmo as nossas tradições.
O forró pé de serra, a fogueira, o munguzá, a canjica, os fogos, as quadrilhas, o sanfoneiro, os cantadores, os zabumbeiros, tudo isso representa muito mais do que uma festa. É uma manifestação cultural que nasceu do povo, da vida no campo, da colheita, da convivência comunitária e do sentimento de pertencimento.
É claro que o mundo muda, os costumes se renovam e novas formas de entretenimento surgem. Isso é natural. Não se trata de negar o novo nem de resistir ao tempo. Mas também não podemos permitir que as nossas referências culturais desapareçam como se não tivessem valor.
O São João, Santo Antônio, São Pedro e toda essa tradição junina carregam memórias afetivas de gerações inteiras. O sertanejo que vai trabalhar em São Paulo, em Brasília ou em qualquer outro canto do país muitas vezes guarda o mês de junho como um reencontro com suas raízes. Junta dinheiro, organiza a viagem e volta para sentir o cheiro da fogueira, ouvir a sanfona e reencontrar sua gente.
Por isso é bonito ver cidades de todas as regiões do Brasil valorizando aquilo que nasceu tão forte no Nordeste.
Que a gente continue modernizando o presente, mas sem abandonar aquilo que nos trouxe até aqui. Porque tradição não é atraso. Tradição também é identidade.
Façamos como Brasília e como tantas outras cidades que celebram aquilo que nós ajudamos a construir. Manter viva a chama das festas juninas é preservar uma parte importante da nossa história.














