Já existem canais de comunicação financiados para falar bem ou mal, dos dois extremos. Com a proximidade das eleições, eles estão ainda mais aguçados.

É preciso que todos saibam, e creio que isso já seja de domínio público, que existe uma verba institucional destinada aos canais de comunicação em todo o país. É como qualquer empresa que investe em divulgação nas emissoras de rádio, televisão, blogs e outros meios. Isso está previsto em lei.
Portanto, não significa que o governo federal, o governo estadual ou os municípios, quando utilizam essa verba, estejam fazendo algum favor. A verba existe, é pública, é legal e deve ser distribuída conforme critérios técnicos, especialmente o alcance e a capacidade de comunicação de cada veículo.
Isso também não significa, em hipótese alguma, que o canal de comunicação, seja ele qual for, tenha a obrigação de retribuir com elogios, notas favoráveis ou editoriais alinhados. Não se trata de moeda de troca. Se um comunicador, um blogueiro ou um responsável por um veículo decide agir dessa forma por conta própria, isso passa a ser uma escolha individual, e a sociedade saberá identificar claramente se aquilo é uma posição editorial legítima ou algo movido por interesse.
Agora, é preciso atenção.
Com a proximidade das eleições, muitos canais têm se comportado de forma preocupante, amplificando discursos, plantando fake news e disseminando informações que não correspondem à verdade. Isso não é saudável para a democracia. De repente, surgem figuras que ninguém conhece, verdadeiros “novos arautos” da comunicação, que aparecem como um meteoro, muitas vezes sem qualquer histórico, e passam a influenciar debates em cidades e regiões, colocando-se como analistas ou formadores de opinião.
Na prática, tornam-se peças de uma engrenagem que alimenta a polarização, reforçando extremos que hoje marcam o cenário político do país. E isso exige responsabilidade.
Por isso, é fundamental que todos compreendam: a verba de comunicação existe, é legal e deve ser aplicada. No nosso caso, por exemplo, fazemos questão de tratar isso com transparência, deixando claro para que a sociedade acompanhe.
Mas, acima de tudo, é necessário ter compromisso com a verdade. Não podemos transformar canais de comunicação em instrumentos de desinformação, nem permitir que a população se torne refém de notícias vazias, distorcidas ou falsas. A comunicação precisa informar, esclarecer e contribuir para o debate, nunca para confundir ou dividir.














