Em Vitória da Conquista, Ângelo Coronel já havia dado o seu recado ao lotar a Câmara e deixar claro que será candidato. Agora, Salvador toma conhecimento definitivo da sua decisão.

Está muito claro para todos nós que as negociações dentro da base do governador Jerônimo Rodrigues estão acontecendo, e não é de agora. Isso é definitivo e não há questionamento a fazer. O senador Ângelo Coronel, uma força política expressiva e aliado do governador Jerônimo Rodrigues, portanto integrante da base governista, é um homem de decisões firmes.
Ele é politicamente independente e parceiro histórico do grupo que reúne Jerônimo Rodrigues, Rui Costa, Jaques Wagner e o Partido dos Trabalhadores. As conversas de bastidores e as reuniões internas estão acontecendo há bastante tempo. O que ainda não havia ocorrido era o conhecimento público mais amplo, especialmente das ruas.
Muitos poderiam imaginar que se tratava apenas de retórica ou até de um blefe político. Mas não. A movimentação é real, séria e coerente com o perfil do senador Ângelo Coronel. Um político independente não colocaria o seu nome em circulação apenas para participar de um jogo de cena. Não é blefe. É fato.
Diante disso, o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner, Rui Costa e o PT, que defendem uma chapa puro-sangue, terão de rever suas posições ou sustentar o enfrentamento político interno. Do outro lado, o ex-ministro Geddel Vieira Lima foi direto ao afirmar que não pretende puxar conversa nem responder às especulações sobre a possibilidade de Ângelo Coronel ocupar a vice da chapa governista ou até mesmo uma suplência ao Senado.
Geddel foi claro ao declarar que não há o que discutir e que esse não é um tema tratado pelo seu grupo. Segundo ele, os problemas devem ser resolvidos internamente na base governista e o Movimento Democrático Brasileiro tem o seu espaço conquistado e consolidado.
A política é dinâmica, todos nós sabemos, e esse cenário traz preocupação à base do governo. As tentativas de minimizar a pré-candidatura não surtiram efeito. A reação imediata foi acender o sinal de alerta dentro do grupo governista, que sabe perfeitamente que, embora o governador Jerônimo Rodrigues esteja no exercício do poder e disponha da máquina administrativa, isso não elimina a gravidade do movimento liderado por Ângelo Coronel.
A pré-candidatura já não é mais apenas um tema de bastidores. Ela ganhou as ruas de Salvador, com outdoors espalhados por diversos pontos da capital, tornando pública e irreversível uma decisão que agora exige respostas políticas claras por parte do governo e de seus aliados.













