A prefeita Sheila Lemos, naturalmente, está, juntamente com o seu grupo, atenta às movimentações políticas que acontecem ao seu redor. E, quando falamos do seu grupo, evidentemente tratamos do vice-prefeito, Dr. Alan, do chefe de gabinete Ivanildo Silva, do secretariado e, claro, dos vereadores que foram eleitos a partir de um trabalho conjunto iniciado desde a sua ascensão ao cargo de prefeita, quando substituiu o então prefeito Herzem Gusmão, que partiu.

Veio, em seguida, a sua reeleição. E todos nós sabemos que a política é dinâmica. A prefeita sabe disso. Está ciente de tudo o que acontece ao seu redor, até porque, se não estivesse, não estaria conduzindo o município com a tranquilidade de quem navega em águas serenas e em céu de brigadeiro. Isso é fruto de um trabalho que a consagrou como a primeira mulher prefeita de Vitória da Conquista, eleita e, posteriormente, reeleita. Mas a política não para.

A política é feita de seres humanos racionais, cada qual com seus projetos individuais, que, em determinado momento, tentam ser costurados em algo coletivo para o futuro. Vitória da Conquista sempre foi uma cidade politizada e pensante. Aqui nunca existiu pensamento único. Como dizia Pedral Sampaio, não se trata de um colégio de freiras, onde a madre superiora decide e todas seguem sem questionar, e isso dito sem qualquer demérito às religiosas. Aqui, a política sempre foi plural.

A movimentação política para 2026 já está bastante definida. Conhecemos as posições de vereadores do grupo da prefeita que já se manifestaram publicamente sobre seus apoios, inclusive em direções diferentes daquela defendida pela gestora, que tem um nome preferencial, o advogado Wagner Alves. Isso, diga-se, é absolutamente normal na política. A prefeita entende essa dinâmica, sem dúvida. Ainda assim, a cidade observa e questiona: por que não uma unidade?

A resposta é simples e complexa ao mesmo tempo. A política é uma arte. Ai daqueles que pensam o contrário. Tudo exige planejamento, leitura de cenário e tempo.

E é justamente nesse contexto que surge a fotografia que ilustra esta matéria. Nela aparecem Fabrício Falcão, Ivan Cordeiro, Carlos Dudé e Ricardo Gordo. Os quatro estiveram presentes no encontro promovido pelo gestor da Rádio Up, Mário Borim, reunindo colaboradores, parceiros e profissionais da imprensa.

Conversamos. Conversas tranquilas, francas, próprias de quem entende o tempo da política. E, dessas conversas, ouvi algo que chamou atenção: a política de 2028 já está sendo desenhada. Evidentemente, trata-se de um debate profundo, estratégico e que envolve confidencialidade. Por isso, não cabe aqui detalhar o conteúdo dessas discussões.

Mas o registro é válido. Há, sim, um quarteto afinado, pelo menos no que foi possível perceber, pensando o futuro político de Vitória da Conquista. Se isso se consolidará ou se o curso natural da política mudará os caminhos, só o tempo dirá.

É assim a política, viva, dinâmica e imprevisível.