Amigos e amigas, as decisões do nosso sistema político vêm lá de cima, de Brasília, onde estão o Senado e a Câmara Federal. O que se decide ali chega aos estados e municípios. E muitas dessas decisões vão de encontro ao pensamento de uma parcela da população brasileira que vê a política como uma arte e entende que ela precisa ser praticada diariamente.

Existem eleitores idealistas dos dois lados, à esquerda e à direita. São pessoas para quem a escolha de um modelo político está ligada às próprias convicções. Para elas, a política não é um objeto qualquer, cujos princípios possam ser negociados. E isso vale, sobretudo, para o voto. O eleitor ideológico, comprometido com a sigla, os princípios e o estatuto de seu partido, não admite que seu voto seja descaracterizado.

O militante “raiz” da direita conservadora e o da esquerda que vê no marxismo o melhor caminho para o país não aceitam isso. E vejam, senhores: aqui em Vitória da Conquista, conhecemos eleitores dos dois lados. Quando digo que conheço, não falo apenas de saber que existem. Eu convivo com essas pessoas e sei que muitas estão frustradas com o que vem acontecendo no país.

Mas, enfim, não há como lançar candidaturas avulsas. Diante disso, esses eleitores se veem entre aceitar as opções disponíveis e se afastar do processo eleitoral. Podem deixar de ir às urnas, o que não recomendamos, ou comparecer e votar em branco ou nulo. Imaginem: é esse o sistema em que vivemos. Uma situação que entristece muitos eleitores da direita conservadora e da esquerda marxista ou humanitária.

E faço uma ressalva: o compromisso humanitário não é privilégio da esquerda. Ele também existe entre os conservadores.