Deputados federais e estaduais: em quem Vitória da Conquista votará? Não legitimem nomes que nos visitam apenas de quatro em quatro anos.

Meus amigos, minhas amigas, podemos quase afirmar que a disputa para deputado estadual e federal, especialmente aqui em Vitória da Conquista, está tão pulverizada quanto uma eleição para vereador. É muita gente vindo buscar votos em nossa cidade. Mas, que nos perdoem, nem todos podem ser apresentados como candidatos de Vitória da Conquista.
Eles chegam, fazem campanha e conquistam votos. Muitos, inclusive, prestaram serviços relevantes ao município por meio da destinação de emendas parlamentares. São vários, sabemos disso e seria injusto negar. Entretanto, existe uma diferença entre colaborar eventualmente com a cidade e manter uma relação permanente com Vitória da Conquista, acompanhando suas necessidades e defendendo os seus interesses durante todo o mandato.
É inegável que muitos desses nomes serão bem votados por aqui. Entretanto, depois das eleições, a própria população costuma reclamar da falta de representatividade política. Esse descontentamento aparece nas redes sociais, na Câmara de Vereadores, nos corredores da prefeitura, nos bares, restaurantes, feiras livres e em todos os espaços onde os conquistenses se encontram para conversar sobre os problemas da cidade.
E, em parte, a população tem razão. Em outros momentos da nossa história, tivemos nomes como Elquisson Soares, Sebastião Castro, Clóvis Flores, Jadiel Matos, Leônidas Cardoso, Margarida Oliveira, Raul Ferraz, Coriolano Sales, Edvaldo Flores e Orlando Spínola, entre outras lideranças que mantinham uma ligação direta com Vitória da Conquista e eram reconhecidas como representantes da nossa terra.
Hoje, quem podemos apontar, verdadeiramente, como integrante dessa representação? Temos nomes com votações expressivas e uma trajetória ligada ao município, como Waldenor Pereira, José Raimundo, Fabrício Falcão, Tiago Correia e Leo Prates. Também recebem votos importantes em Vitória da Conquista parlamentares como Jorge Solla, Alice Portugal, Daniel Almeida e Lídice da Mata, embora possuam atuação política em diversas outras cidades e regiões da Bahia.
Mas, quando precisamos de uma bancada para lutar pelos nossos viadutos, pela duplicação da BR-116, pelas barragens, por mais investimentos em saúde, educação e infraestrutura, onde estão os deputados que representam Vitória da Conquista? Não estamos falando apenas da esquerda ou da direita, mas de uma bancada formada por parlamentares que tenham compromisso efetivo com a cidade, sejam eles nascidos aqui ou não.
O que importa é que possam ser chamados, verdadeiramente, de deputados de Vitória da Conquista. Não apenas porque receberam votos durante a eleição, mas porque estão presentes, acompanham as necessidades do município, participam das suas lutas e defendem os interesses da população ao longo dos quatro anos de mandato.
Esperamos que, a partir destas eleições, inclusive com o surgimento de novas candidaturas, também no campo do centro-direita, Vitória da Conquista consiga ampliar a sua representação política. A cidade precisa observar com atenção quem está ao seu lado de forma permanente e quem aparece apenas durante o período eleitoral.
O voto precisa legitimar quem realmente tem compromisso com Vitória da Conquista, e não aqueles que visitam a cidade apenas de quatro em quatro anos.














