Rui Costa endurece o tom e manda recado a Zé Cocá: “ser traído uma vez eu até entendo, mas duas não”

Amigos, minhas amigas, a política baiana começa a ganhar temperatura, e os sinais de tensão já aparecem de forma clara.
Um dos nomes que, por muito tempo, foi citado como possível vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, foi o do prefeito de Jequié, Zé Cocá. E não por acaso.
Zé Cocá saiu das últimas eleições municipais com uma votação expressiva, praticamente uma unanimidade na chamada Cidade Sol. Isso, naturalmente, o credencia como uma liderança em ascensão, com influência que ultrapassa os limites de Jequié e alcança municípios da região.
É o efeito natural de uma gestão bem avaliada. As ações reverberam e ecoam nas cidades vizinhas, ampliando o capital político.
Diante desse cenário, seu nome passou a ser ventilado para compor a chapa governista, mesmo já existindo um entendimento anterior de manutenção do vice Geraldo Júnior, indicado pelo MDB.
Mas, como sabemos, na política não existe espaço vazio. A disputa por protagonismo é permanente, e os movimentos acontecem nos bastidores o tempo todo.
O que muda agora é o tom.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, uma das figuras mais influentes do PT nacional e com forte interlocução junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resolveu se posicionar de forma direta.
A frase foi forte e carregada de recado político. Ele afirmou que até entende ser traído uma vez, mas duas não admite.
A declaração surge após críticas feitas por Zé Cocá ao governo federal, mesmo diante de investimentos e obras realizadas em Jequié.
E aqui cabe uma ponderação importante. Os investimentos públicos, sobretudo federais, não devem ser vistos como moeda de troca política. São políticas de Estado, não de governo. Atendem à população e não a alianças circunstanciais.
Mas, na prática, a política é feita também de percepções, de gestos e de lealdades. E foi exatamente nesse campo que a fala de Rui Costa repercutiu.
O clima subiu, e quando o tom sobe nesse nível, é sinal de que os bastidores estão em ebulição.
Ainda não sabemos até onde essa tensão vai chegar, mas uma coisa é certa: a eleição de 2026 na Bahia promete ser dura, disputada e carregada de embates.
Os palanques estão sendo montados, as posições começam a ser definidas e, aos poucos, o cenário vai ganhando contornos mais nítidos.
E, no final das contas, caberá ao povo baiano, nas urnas, decidir os rumos do estado e do país.
















