É com muita tristeza que registro a partida do meu amigo Raimundo Ribeiro, o nosso querido Raimundo Laser.

Não consegui falar com ele. E isso dói. Dói porque Raimundo era uma figura emblemática, um conterrâneo querido de Condeúba e também de Vitória da Conquista. Todos sabem de quem estamos falando. Um homem simples, generoso, presente.

Raimundo travava uma luta silenciosa contra um câncer que surgiu de forma repentina. Ele optou por viver esse momento de forma reservada, recluso, sem querer que as pessoas soubessem da sua condição. Essas informações chegaram até nós por meio de familiares e amigos mais próximos.

A partida de alguém assim causa um vazio difícil de explicar. É como se um silêncio pesado passasse diante da gente. A vida até nos ensina que não somos eternos, mas nunca estamos preparados para a despedida.

Raimundo Laser tinha um olhar especial para o mundo. Com sua máquina fotográfica, registrava tudo com sensibilidade. Fotografava pássaros, árvores, pessoas, momentos. Casamentos, aniversários, jogos de futebol, eventos, desfiles de 7 de setembro, atividades nos bairros, comícios. Onde havia movimento, lá estava Raimundo, sempre discreto, sempre atento, sempre presente.

Quem melhor conhece Raimundo é o seu povo. Os amigos de infância e juventude de Condeúba, que compartilharam com ele tantas histórias e momentos.

Ele fará muita falta. Mas deixa também um legado bonito, uma lembrança leve, marcada pela alegria. E talvez tenha sido melhor assim, guardar dele a imagem viva, sorridente, presente. Não o vi no leito de hospital. Fico com a memória do amigo em sua essência.

Recebi a notícia logo após sair de uma reunião importante. Minha filha, Satya, me enviou a informação, que havia sido divulgada inicialmente pelo blog do amigo Rodrigo Ferraz.

Que Deus o receba em sua infinita misericórdia.

Fica a saudade. Fica a lembrança. Fica a história de Raimundo Laser entre nós.