Meus amigos, minhas amigas, em especial os meus conterrâneos da minha querida terra natal,
Condeúba, cidade maravilhosa de gente inteligente, de homens e mulheres solidários, amigos e corteses. Um povo apaixonado pelo seu torrão fincado aí no sertão da Ressaca.

Hoje me pego tomado por um sentimento estranho, um sentimento de vazio. E confesso que não é fácil explicar essa sensação. Talvez seja a saudade, talvez seja a ausência de alguém que, de repente, desaparece do nosso convívio cotidiano e nos faz refletir sobre o tempo, sobre a vida e sobre a importância das pessoas que fazem parte da nossa caminhada.

É assim que me sinto neste momento ao lembrar do nosso querido Raimundo Ribeiro, ou como muitos o conhecem, Raimundo Laser.

Por onde anda Raimundo? Como está? Como anda sua saúde? Essas perguntas ecoam na minha cabeça e, tenho certeza, também na mente de muitos condeubenses que tiveram o privilégio de conviver com ele.

A vida nos ensina que precisamos aproveitar cada instante. O passado já ficou para trás e o futuro pertence a Deus. O que temos, de fato, é o presente. E é nele que devemos valorizar os amigos, as lembranças e os encontros que a vida nos proporciona.

Raimundo tem um papel muito especial na minha história recente com Condeúba. Foi ele quem me reconectou com muitos amigos da infância e da juventude, pessoas queridas que estavam guardadas na memória, mas que o tempo e a distância acabaram afastando do convívio.

Nunca esqueço daquele encontro na Rua Siqueira Campos, quase em frente ao hotel, numa lanchonete. De repente escuto alguém dizer: “Fala, Massa! Tudo bem?”. Era Raimundo. Foi assim, de forma simples e espontânea, que ele se aproximou e começou ali uma nova fase de reencontros.

Naquele momento ele me apresentou também ao conterrâneo Eduardo, e dali fomos conduzidos para um grupo de amigos capitaneado pela querida Mari. Graças a esse reencontro, já são quatro festas juninas que tenho o prazer de passar em Condeúba, brindando com os conterrâneos, celebrando a amizade e o amor pela nossa cidade.

Uma cidade marcada pelo Rio Gavião, que infelizmente já não tem mais a mesma água correndo em seu leito, mas que continua viva na memória e no coração de todos nós.

Por isso, Raimundo, deixo aqui um chamado fraterno, quase como um verso repetido do grande poeta Elomar: “Cadê meus companheiros, cadê?”.

E eu repito: cadê você, Raimundo? Por onde anda, meu amigo? Como está sua vida, sua saúde? Dê notícias. Estamos aqui esperando ouvir sua voz, rever sua presença e celebrar novamente a amizade que nos une.