O dinamismo da política é algo realmente interessante. A cada dia surge uma nova conversa, a cada dia aparece uma nova notícia, e assim o tempo vai passando enquanto o eleitor permanece naquela expectativa, já acostumado às conversas de bastidores. Algumas são devaneios, é verdade, mas nem sempre podemos afirmar que o que é dito hoje prevalecerá amanhã.

Como já disse um sábio político mineiro, a política é como nuvem: muda de lugar a qualquer instante.

O MDB, dos irmãos Vieira Lima, foi um dos partidos mais fortes do Brasil. Aliás, teve papel decisivo na transformação da política nacional em tempos em que pensar e expressar opiniões exigia cautela extrema. Havia períodos em que o pensamento precisava ser contido, pois, se ganhasse asas, poderia alcançar lugares indesejados, obrigando muitos ao silêncio.

Intelectuais, professores, estudantes, advogados e setores da Igreja viviam sob um clima de limitações. Esse era o MDB daquele tempo. Hoje, já não é mais o mesmo partido, embora ainda conte com figuras de grande influência na política nacional, como os próprios irmãos Vieira Lima.

Circula com força o comentário de que Zé Ronaldo poderia se aproximar da base do governador Jerônimo Rodrigues. É verdade que ambos já dividiram espaços institucionais, conversas e palanques em diferentes ocasiões. A partir daí surgem as especulações, palavras lançadas ao vento, e logo a inquietação se instala. Afinal, Zé Ronaldo deixaria o União Brasil, partido pelo qual foi eleito diversas vezes prefeito de Feira de Santana, sempre em oposição ao Partido dos Trabalhadores e aos partidos de esquerda?

Ventila-se de tudo. Não afirmo que sim, nem que não, porque política é dinâmica.

E há situações que deixam qualquer observador perplexo. A prefeita Sheila Lemos, sem dúvida uma das maiores lideranças femininas da Bahia, fortíssima eleitoralmente, saiu das urnas de forma vitoriosa e emergiu como uma referência política do interior do estado. Seu nome já ecoa por diversas regiões da Bahia.

Seria ela candidata a vice-governadora ou, quem sabe, a deputada federal? Olha a política. A própria Sheila já disse: “Às vezes somos soldados, ou quase sempre.”

Vamos aguardar. Vamos observar. As informações que chegam de Salvador dão conta de que reuniões estão acontecendo em todas as direções. Nada do que está aqui surge por imaginação. As conversas existem. O que vai prevalecer, porém, ainda não sabemos.